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O vice-presidente americano Mike Pence em Cartagena, Colômbia, no dia 13 de agosto de 2017

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Os Estados Unidos impedirão que a Venezuela se transforme em um "Estado falido", advertiu nesta segunda-feira o vice-presidente americano, Mike Pence, antes de partir para a Argentina, segunda escala de uma viagem regional centrada na crise venezuelana.

Pence falou com famílias venezuelanas que migraram pela difícil situação em seu país, antes de concluir uma visita de um dia e meio à cidade colombiana de Cartagena.

"Nós não ficaremos esperando enquanto a Venezuela desmorona, mas é importante assinalar, como disse o presidente [Donald Trump], que um Estado falido na Venezuela ameaça a segurança e a prosperidade do hemisfério", disse Pence a jornalistas na saída do encontro.

"Um Estado falido na Venezuela impulsionará uma maior migração", advertiu.

As autoridades calculam que até 350.000 venezuelanos estejam na Colômbia, muitos deles fugidos de seu país por causa da crise.

Trump, que descreve o governo de Nicolás Maduro como uma ditadura, deu um passo à frente na crise ao falar de uma opção militar contra o presidente venezuelano, uma advertência que Pence amenizou durante a sua passagem pela Colômbia.

"Estamos decididos a usar em sua plenitude o poder econômico e diplomático americano até que vejamos a democracia restaurada na Venezuela", reiterou o vice-presidente americano nesta segunda-feira.

Pence chegará a Buenos Aires durante a tarde.

A viagem, que inclui Chile e Panamá, é feita durante uma ofensiva diplomática lançada pelos Estados Unidos contra o governo de Maduro, cada vez mais isolado internacionalmente.

Pence advertiu no domingo que os Estados Unidos não aceitarão "uma ditadura" na Venezuela, mas, a princípio, desestimulou a opção militar abordada por Trump contra o governo venezuelano.

"Como disse Trump há alguns dias, temos muitas opções para a Venezuela, mas o presidente tem confiança que ao trabalharmos com nossos aliados na América Latina poderemos conseguir uma solução pacífica à crise", declarou.

Mas Caracas rechaçou as advertências. Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, o general Vladimir Padrino, disse que a partir de agora serão tomadas "todas as medidas junto ao povo para defender o que nos cabe defender".

"Aparentemente acabaram todas as vias, todos os métodos do golpe suave, da via indireta ou da possibilidade de insurreição popular, e o império americano foi desmascarado para ir pela via direta da agressão militar", expressou Padrino.

No domingo, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu a Pence que desconsiderasse essa opção. "A possibilidade de uma intervenção militar não deve ser contemplada".

A sombra da opção militar dada por Trump provavelmente perseguirá Pence em cada escala, fazendo sombra a assuntos bilaterais, especialmente os temas comerciais, que esperava destacar durante a viagem.

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AFP