Navigation

EUA investiga grupo de agentes fronteiriços no Facebook com piadas sobre imigrantes e políticos

O fórum, chamado "Eu sou 10-15", codinome para o código de "presos sob custódia", é apresentado como um espaço de "diversão" e "sério" que permite que os membros discutam "apenas" o seu trabalho afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2019 - 22:44
(AFP)

Autoridades americanas disseram nesta segunda-feira que abriram uma investigação sobre um grupo no Facebook composto por agentes e ex-agentes da Patrulha Fronteiriça cheio de piadas sobre a morte de imigrantes e observações racistas e sexistas, inclusive contra legisladores latinos.

O gabinete de Aduanas e Proteção Fronteiriça (CBP, na sigla em inglês) disse que iniciou a investigação depois de descobrir a "atividade perturbadora em redes sociais organizada em um grupo no Facebook privado que pode incluir vários funcionários".

O site de notícias independente ProPublica revelou, nesta segunda-feira, a existência do grupo, que teria sido criado em agosto de 2016 e tem cerca de 9.500 membros.

O fórum, chamado "Eu sou 10-15", codinome para o código de "presos sob custódia", é apresentado como um espaço de "diversão" e "sério" que permite que os membros discutam "apenas" o seu trabalho.

Mas os comentários são muitas vezes irônico ou insultuoso, informou ProPublica, que publicou printscreens de mensagens, incluindo fotomontagens falsas de Alexandria Ocasio-Cortez, congressista democrata de Nova York, participando de atividades sexuais, inclusive com o presidente Donald Trump.

De acordo com a ProPublica, uma mensagem questiona a autenticidade da foto chocante que se tornou viral na semana passada de um imigrante salvadorenho e sua jovem filha encontrados mortos às margens do rio Bravo, que separa os Estados Unidos e o México.

"Eu nunca vi boias como essas", diz um membro do grupo, destacando como os cadáveres estão "limpos".

A ProPublica disse que a foto foi tirada por um fotógrafo da agência de notícias Associated Press, "e não há indícios de que tenha sido adulterada".

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.