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Um grupo de 22 militares pode ter sido exposto ao antraz durante um exercício de treinamento em uma base americana na Coreia do Sul

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Um grupo de 22 militares pode ter sido exposto ao antraz durante um exercício de treinamento em uma base americana na Coreia do Sul, anunciou o Exército nesta quinta-feira.

"Vinte e dois militares talvez foram expostos (ao antraz) durante um treinamento", revela um comunicado emitido pela base aérea de Osan, acrescentando que ninguém apresenta sintomas da doença.

O comunicado destaca que não há qualquer risco para a população, e revela que o alerta foi provocado pela possibilidade da presença de esporos ativos em material utilizado na base.

O material em questão foi utilizado "no entorno de laboratório", em uma instalação autônoma da base militar, e "equipes especializadas em materiais perigosos isolaram a instalação, procedendo a descontaminação e (....) destruindo os bacilos".

Na quarta-feira, um funcionário do departamento americano de Defesa revelou que militares americanos enviaram pelo menos uma amostra ativa de antraz a um laboratório comercial de Maryland, mas que não existe um risco público como consequência disto.

Um laboratório do departamento de Defesa em Utah transferiu "inadvertidamente" a amostra de antraz para um laboratório comercial e as autoridades governamentais de saúde continuam examinando outras amostras que foram enviadas a laboratórios em outros nove estados, disse o funcionário.

A amostra ativa de antraz foi descoberta pelo laboratório comercial em 22 de maio e outros laboratórios foram, então, informados, explicaram funcionários do Departamento da Defesa.

A doença letal provocada por antraz é transmitida por esporos, como os que foram usados em programas de armas biológicas nos Estados Unidos e em outros países.

Em 2014, laboratórios públicos americanos admitiram vários erros na manipulação de bactérias perigosas.

Em julho deste ano, o diretor dos CDC, Tom Frieden, reconheceu perante o Congresso vários casos de descumprimento de protocolos de segurança em seus próprios laboratórios.

Ele admitiu, entre estes incidentes que não provocaram contaminação, o envio a três laboratórios de amostras de antraz não desativadas, quando estes estabelecimentos não estavam preparados para manipulá-las e seu pessoal não estava equipado com dispositivos de proteção.

AFP