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Ativista segura foto do dissidente Nobel da Paz em Hong Kong em 29 de junho de 2017

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Washington convidou nesta terça-feira o dissidente chinês Liu Xiaobo, que luta contra um câncer, a realizar um tratamento médico nos Estados Unidos, renovando seu pedido para que Pequim o liberte.

"Continuamos a pedir às autoridades chinesas pela sua liberdade plena, e também pela libertação de sua esposa", disse a porta-voz do departamento americano de Estado Heather Nauert.

"Continuamos a pedir à China para libertá-lo para que possa receber tratamento médico onde quer que ele deseje. Se for nos Estados Unidos, certamente o receberemos", disse a porta-voz.

Nauert disse que os Estados Unidos ficaram satisfeitos com o fato de especialistas americanos terem visitado o paciente com câncer terminal.

"O Departamento de Estado estava engajado em ajudar a obter um médico dos EUA para para poder examiná-lo" na China. "Também havia um médico alemão presente".

Nauert acrescentou que Washington se preocupa não somente com o bem-estar de Liu, 61, mas com todos os dissidentes da China.

"O Departamento de Estado permanece profundamente preocupado com as detenções de pelo menos sete defensores de direitos humanos, e relatos de suposta tortura e negação de acesso a advogados independentes", disse ela.

"Instamos as autoridades chinesas a libertarem imediatamente os que ainda estão detidos".

A saúde de Liu se deteriorou desde que as autoridades revelaram, no mês passado, que ele havia sido transferido da prisão para um hospital devido ao câncer de fígado em estágio tardio.

As autoridades chinesas ignoram os pedidos de grupos internacionais de direitos humanos, governos ocidentais e ativistas locais para que o artista possa ser tratado no exterior como deseja.

AFP