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O ministro americano da Defesa, Jim Mattis, em Bruxelas, em 29 de junho de 2017

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O secretário de Defesa americano, Jim Mattis, anunciou nesta quinta-feira (31) ter ordenado o envio de novas tropas para o Afeganistão, 10 dias após o presidente Donald Trump anunciar um aumento das forças americanas neste país.

"Sim, assinei ordens" para novos envios, disse Mattis aos jornalistas sem detalhar a quantidade de efetivos que serão mobilizados.

"Isto permitirá às forças afegãs combater de forma mais eficaz", acrescentou, destacando que tratam-se, sobretudo, de conselheiros militares.

Em 21 de agosto, Trump anunciou uma nova estratégia para o Afeganistão para derrubar o talibã, que poderá contar com milhares de soldados americanos adicionais, além dos 11.000 que já estão lá.

A decisão foi tomada após uma profunda análise da estratégia, na qual líderes militares americanos convenceram Trump a deixar para trás sua promessa de campanha de sair do Afeganistão.

Mattis declarou que os militares adicionais, que podem chegar a 4.000, segundo algumas estimativas, ainda não estão a caminho.

"Acabei de assinar a ordem, ainda vai levar alguns dias", disse.

Na quarta-feira, o Washington Post noticiou que a maior parte dos militares será de paraquedistas de duas unidades, da 82ª Divisão Aerotransportada e da 25ª Divisão de Infantaria.

O Post também reportou que o aumento incluirá mais aviões de combate F-16, aeronaves de ataque A-10 e o suporte expandido da frota de bombardeiros B-52 com base no Catar.

Mattis continua a evitar perguntas sobre o adicional de militares ou dar detalhes da estratégia como um todo, dizendo que prefere falar ao Congresso na próxima semana.

Há meses os generais americanos chamam a situação no Afeganistão de "impasse", apesar dos anos de apoio a parceiros afegãos e de um custo total de um trilhão de dólares para os Estados Unidos.

A nova estratégia afegã fará parte dos esforços bem-sucedidos dos Estados Unidos nos últimos dois anos para fortalecer as forças de segurança iraquianas contra o grupo extremista Estado Islâmico com melhor treinamento, suporte logístico, reforço da artilharia americana no campo de batalha e ataques aéreos a posições inimigas.

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AFP