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O uso nos alimentos de óleos parcialmente hidrogenados, conhecidos como gorduras trans, não é seguro, e estes produtos devem ser retirados do mercado em um prazo de três anos

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O consumo de alimentos com óleos parcialmente hidrogenados, conhecidos como gorduras trans, não é seguro e estes produtos devem ser retirados do mercado em um prazo de três anos, anunciou a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos.

Usados em margarinas, pipocas, biscoitos, pizzas congeladas e alimentos processados em geral, "os óleos vegetais parcialmente hidrogenados (APH), não são em geral considerados seguros para serem utilizados na alimentação humana", afirmou a FDA em um comunicado.

Vários testes científicos demostraram que o consumo de gorduras trans eleva o nível do chamado colesterol "ruim", destaca a FDA, responsável por regulamentar o uso de alimentos, medicamentos e cosméticos que são comercializados nos Estados Unidos.

"Esta ação da FDA contra a maior fonte artificial de gorduras trans demonstra o compromisso da agência com a saúde cardíaca dos americanos", destacou Stephen Ostroff, comissário da FDA, ao anunciar a medida.

Com isso, "espera-se que sejam reduzidas as doenças coronarianas e possamos prevenir milhares de infartos cardíacos fatais todos os anos".

As gorduras trans não comportam nenhuma ação benéfica e nenhum nível de consumo é seguro para a saúde, como já haviam estabelecido previamente alguns estudos de institutos de saúde dos Estados Unidos.

Desde 2006, os fabricantes destes produtos nos Estados Unidos eram obrigados a incluir informações nos rótulos com advertências claras aos consumidores sobre o uso deste tipo de gordura.

Mas a lei ainda permite que os alimentos sejam rotulados como livres de gordura trans caso contenham menos de 0,5 gramas por porção do produto.

A FDA disse que também está trabalhando para mudar esta medida e que o uso de APH será absolutamente proibido em todos os alimentos até 2018, a menos que os fabricantes obtenham uma exceção específica dos reguladores.

De acordo com a FDA, a rotulagem obrigatória e outras medidas tomadas por alguns atores da indústria de alimentos que mudaram suas receitas, já conseguiram reduzir em 78% o consumo de gorduras trans na última década.

"Mas enquanto o consumo de gorduras trans diminuiu, o consumo atual continua a ser uma preocupação de saúde pública", alertou a FDA nesta terça-feira.

- Permitidas mediante pedido -

Os produtores de alimentos têm três anos para "reformular seus produtos para que não contenham APH, ou devem pedir a autorização da FDA para usos específicos do APH", explicou a agência.

A Grocery Manufacturers Association (GMA, associação de fabricantes de comestíveis) agradeceu o prazo dado, porque "fornece o tempo necessário para os produtores de alimentos completarem sua transição para alternativas adequadas e/ou aprovação do pedido", em declaração.

A GMA, que representa cerca de 300 empresas líderes de alimentos e bebidas, fará sua própria petição à FDA nos próximos dias, segundo a associação.

Este pedido "mostrará que a presença de gorduras trans nos níveis baixos que propomos é tão segura quanto as gorduras trans que estão naturalmente presentes na dieta normal", afirmou a GMA.

"Acredito que a diferença esteja entre zero e quase zero", avaliou o porta-voz da GMA Roger Lowe, que se negou a detalhar quais empresas vão precisar desta autorização para usar gorduras trans.

A FDA proíbe gorduras trans artificiais, não as gorduras naturais, que os seres humanos consomem em laticínios e algumas carnes.

Grupos de direitos dos consumidores aplaudiram a decisão da FDA como uma "vitória para a saúde pública", disse Michael Jacobson, diretor-executivo do Centro para a Ciência no Interesse Público.

AFP