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O presidente americano, Donald Trump, e o presidente francês, Emmanuel Macron, durante coletiva em Paris, em 13 de julho de 2017

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Os Estados Unidos confirmaram por escrito às Nações Unidas a sua intenção de se retirar do Acordo de Paris sobre o clima, mas vão continuar participando das negociações internacionais, informou nesta sexta-feira o departamento americano de Estado.

Washington participará, assim, da próxima conferência anual de mudanças climáticas da ONU, a COP23, que será realizada em novembro em Bonn, Alemanha.

De acordo com o Departamento de Estado, "esta participação incluirá as negociações em curso sobre as diretrizes para colocar em prática o Acordo de Paris".

O presidente americano, Donald Trump, anunciou em 1 de junho a retirada dos Estados Unidos deste acordo para limitar o aquecimento global, assinado em dezembro de 2015 por 195 países na capital francesa.

Trump considerou que o texto é negativo para a economia do seu país, mas não descartou a possibilidade de se reincorporar ao processo após uma renegociação, se for concluído "um novo acordo que proteja" os Estados Unidos.

Diante da decepção expressada pelos sócios de Washington, seu secretário de Estado, Rex Tillerson, assegurou no entanto que a maior potência econômica do mundo continuaria seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

"Hoje, os Estados Unidos enviaram um comunicado às Nações Unidas (...) relativo à intenção de se retirar do Acordo de Paris assim que lhe permitam", disse o Departamento de Estado.

Segundo os termos do acordo, a notificação oficial da retirada não terá efeito antes dos três anos da sua entrada em vigor, efetiva desde 4 de novembro de 2016.

Portanto, Trump não poderá se retirar oficialmente do acordo até o final de 2019. Depois disso haverá, ainda, um aviso prévio de um ano para poder sair realmente.

O presidente "está aberto a voltar ao Acordo de Paris se os Estados Unidos puderem encontrar termos que sejam mais favoráveis à sua economia, aos seus cidadãos e aos seus contribuintes", afirma a nota.

AFP