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O advogado chinês Gao Zhisheng, ícone da defesa dos direitos humanos, durante uma entrevista no seu escritório em Pequim, em 2 de novembro de 2005.

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Os Estados Unidos pediram à China nesta quinta-feira que autorize o advogado especializado em direitos humanos Gao Zhisheng a viajar para a Califórnia para se reunir com sua família, depois de completar sua polêmica sentença de três anos de prisão.

O Departamento de Estado americano comemorou a notícia de que Gao, que defendeu algumas das pessoas mais vulneráveis da China, foi solto da prisão e pediu a Pequim que "liberte todos os presos de consciência".

"Também solicitamos às autoridades chinesas que lhe permitam deixar a China para que se reúna com sua família nos Estados Unidos, se for isso que ele escolher", disse à imprensa a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf.

Mantido incomunicável desde 2009, Gao virou inimigo do governo chinês ao defender causas consideradas sensíveis, como a dos direitos dos mineiros das minas de carvão, a dos cristãos perseguidos e a dos membros da seita proibida Falungong.

A mulher de Gao, Geng He, e seus dois filhos fugiram da China em 2009, alegando temer por sua segurança, e se instalaram em São Francisco, no estado da Califórnia.

Geng disse à AFP que havia conversado com Gao por telefone e que teme que ele tenha sido torturado na prisão, já que seus dentes se encontram em um estado tão ruim que ele mal consegue mastigar.

Gao ainda não voltou para casa. Ele está na casa do sogro, na distante região oeste de Xinjiang, onde foi detido - informaram seus familiares.

AFP