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EUA pedem que estados se preparem para distribuir vacina contra Covid-19 a partir de novembro

(Arquivo) O diretor do CDC, Robert Redfield afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2020 - 20:17
(AFP)

O governo americano pediu aos estados que se preparem para distribuir uma possível vacina contra a Covid-19 a partir de 1º de novembro, dois dias antes das eleições presidenciais, segundo carta enviada aos governadores.

"O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) solicita com urgência sua ajuda para agilizar a colocação em prática destas instalações de distribuição", escreveu o diretor do CDC, Robert Redfield, em carta enviada aos estados na semana passada e à qual a AFP teve acesso. O documento também pede, "se for necessário, não aplicar os requisitos que possam impedir que estas instalações estejam completamente operacionais em 1º de novembro".

A notícia é um novo sinal de que a corrida pela vacina se desenvolve a toda velocidade nos Estados Unidos, país mais afetado pela pandemia. Autoridades de saúde se preparam rapidamente para colocar em prática "uma distribuição em larga escala da vacina a partir do outono de 2020", assinala Redfield na carta.

- 'Enorme tarefa' -

Trump, candidato à reeleição, afirmou na semana passada que seu país terá acesso à vacina este ano, sendo esta sua grande aposta eleitoral, ante um desempenho econômico ofuscado pela pandemia.

Embora várias vacinas se encontrem em fase de testes clínicos, ainda não há certeza de que alguma delas seja eficaz e segura. Ainda assim, autoridades americanas já preparam o processo de distribuição, para ganharem tempo.

Paralelamente à carta, documentos foram enviados aos estados americanos para orientá-los no que Redfield considera a "enorme tarefa" de organizar a distribuição da vacina. Um deles vislumbra três cenários, em função do desenvolvimento de uma vacina "A" e uma vacina "B".

Estas duas vacinas parecem corresponder às desenvolvidas pelos laboratórios americanos Pfizer e Moderna, respectivamente, segundo o jornal "The New York Times". Os Estados Unidos reservaram milhões de doses destas empresas, mas também da AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Sanofi, a fim de garantir entregas rápidas da vacina que vencer a corrida.

"Os cenários descritos devem ser usados pelos estados e jurisdições locais para desenvolverem um plano operacional de vacinação precoce contra a Covid-19, enquanto o fornecimento de vacinas for limitado", explica o documento.

No primeiro cenário, segundo o qual a vacina A mostrará sua eficácia, estima-se que cerca de 2 milhões de doses estarão disponíveis no fim de outubro e entre 10 e 20 milhões no fim de novembro. No segundo cenário, a vacina B é eficaz. No terceiro, ambas as vacinas são.

O documento detalha as condições de envio e armazenamento das vacinas, bem como as populações que deverão recebê-la prioritariamente, como equipes médicas e trabalhadores de atividades essenciais.

Outro sinal de que os Estados Unidos fazem de tudo para acelerar o acesso a uma vacina é que o chefe da Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA), Stephen Hahn, não descarta a hipótese de autorização da mesma através de um processo de emergência, antes da conclusão dos testes clínicos.

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