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Um combatente do Hezbollah é visto próximo a Naqura, na fronteira libanesa-israelita, no dia 20 de abril de 2017

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Dois americanos suspeitos de pertencer ao movimento xiita libanês Hezbollah foram detidos e acusados de monitorar supostos alvos de ataques terroristas, entre eles o Canal do Panamá, informou nesta quinta-feira a justiça americana.

Um dos suspeitos, Samer El Debek, 37, de Dearborn, Michigan, viajou ao Panamá para observar as embaixadas dos Estados Unidos e de Israel e avaliar as vulnerabilidades do Canal do Panamá e dos navios que utilizam a via, revelou o promotor do distrito sul de Manhattan, Joon Kim.

O outro suspeito, Ali Kurani, 32 - um libanês que chegou aos Estados Unidos em 2003, se naturalizou em 2009 e reside no Bronx, Nova York - monitorou potenciais objetivos nos território americano, incluindo instalações militares e policiais em Nova York.

"Samer El Debek e Ali Kurani supostamente receberam treinamento militar, incluindo o uso de lançadores de granadas e foguetes", e são acusados de apoiar organização terrorista e receber treinamento do Hezbollah, entre outros crimes, revelou Kim.

O chefe da polícia de Nova York, James O'Neill, disse que Kurani e outros espionaram "alvos potenciais, incluindo bases americanas e pessoal militar israelense aqui em Nova York".

"A vigilância prévia a operações é uma das marcas do Hezbollah na preparação de seus atentados", recordou O'Neill.

Os dois suspeitos foram detidos no dia 1º de junho e podem ser condenados a décadas de prisão.

Inimigo de Israel e criado nos anos 80 pelo Irã, o Hezbollah é considerado pelos Estados Unidos como uma "organização terrorista", e combate ao lado do presidente sírio, Bashar al-Assad, na guerra contra os rebeldes e o grupo Estado Islâmico.

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