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(Arquivo) Os Estados Unidos estão considerando implementar sanções econômicas contra empresas chinesas e pessoas suspeitas de estar vinculadas a ciberataques contra alvos americanos

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Os Estados Unidos estão considerando implementar sanções econômicas contra empresas chinesas e pessoas suspeitas de estar vinculadas a ciberataques contra alvos americanos, informou nesta segunda-feira um alto funcionário do país, que confirmou informações publicadas pelo jornal Washington Post.

O governo de Barack Obama ainda não elaborou medidas punitivas, mas está estabelecendo o as bases para essas sanções, segundo informou este funcionário à AFP e outros responsáveis do governo ao Washington Post.

A decisão americana contra a China pode ter grandes consequências diplomáticas, sobretudo porque acontece a duas semanas da visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping a Washington.

O funcionário americano disse à AFP que o governo dos EUA está tentando adotar uma "estratégia global para lutar contra os atores" envolvidos em espionagem cibernética.

"Isso inclui impor sanções contra indivíduos e entidades", explicou o funcionário de alto escalão.

Para um de seus colegas mencionados pelo Washington Post, "envia-se uma mensagem a Pequim: a administração (americana) começará a responder à espionagem econômica". "Dizemos à China: já basta", acrescentou.

Mais prudente, o Departamento de Estado teve a precaução de não confirmar oficialmente a existência de um projeto concreto de sanções econômicas contra Pequim.

Seu porta-voz, Mark Toner, entretanto, reiterou que os Estados Unidos continuam "profundamente preocupados com o roubo eletrônico, patrocinado pelo governo chinês, de informação comercial confidencial e tecnologias de empresas dos Estados Unidos".

"Estamos inquietos também pelas medidas adotadas pela China, que violam a privacidade e minam as liberdades individuais na internet", lamentou o porta-voz da diplomacia norte-americana.

A pirataria na internet há tempos prejudica as relações entre as duas potências.

No início de agosto, o secretário de Estado John Kerry acusou a China e a Rússia de "muito provavelmente" ler seus e-mails e advertiu que a questão da espionagem informática será abordada pela presidente Obama em setembro ao receber seu homólogo Xi.

O último grande caso de espionagem conhecido nos Estados Unidos foi em junho, com os dados pessoais de quatro milhões de funcionários federais. Vários meios de comunicação responsabilizaram a China, embora Pequim tenha alegado que as acusações foram "irresponsáveis e sem fundamento".

AFP