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Homem caminha próximo ao logo da Fiat Chrysler, em Turim, em 13 de janeiro de 2017

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Agências ambientais dos Estados Unidos abriram nesta terça-feira a fabricante de automóveis Fiat Chrysler, acusando-a de instalar nos veículos um dispositivo que os fazem parecer menos poluentes do que são.

A denúncia abarca 104.00 automóveis a diesel dotados de um programa não revelado às autoridades reguladoras, segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA) que apresentou a ação em uma corte federal de Michigan.

O processo se formaliza no mesmo mês em que a fabricante alemã Volkswagen (VW) fechou o capítulo principal de um problema similar com automóveis poluentes nos EUA e que custou à companhia 22 bilhões de dólares em acordos e indenizações.

A Fiat Chrysler informou estar "decepcionada" pela ação e assegurou que se defenderá energicamente, especialmente sobre a acusação de que instalou deliberadamente dispositivos para fraudar controles.

A primeira denúncia da EPA foi em janeiro e envolveu 104.000 autos Ram e Jeep Grand Cherokees dos anos 2014 a 2016.

A quantidade de carros atingidos é muito menor que a da Volkswagen, mas a denúncia é a mesma: os carros contavam com programas que permitiam emitir uma quantidade de gases poluentes maior do que a tolerada, aumentando a poluição do ar, segundo a EPA.

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