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(Arquivo) Um veterinário administra uma dose de antibiótico em uma vaca, em Orsennes, França, no dia 2 de fevereiro de 2005

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A Food and Drug Administration (FDA), a agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, vai buscar em suas novas regulamentações limitar o uso de antibióticos na criação animal destinada ao consumo humano, em um esforço para combater a crescente resistência microbiana.

Os antibióticos utilizados na criação de gado e aves só passariam a ser administrados apenas por veterinários, os únicos especialistas habilitados para tal tarefa - afirmou a FDA na nova diretiva divulgada na terça-feira.

Até agora, esses antibióticos são vendidos sem receita médica. São muitas vezes utilizados não para tratar animais doentes, mas para estimular o crescimento e evitar infecções.

"As medidas tomadas até agora pela FDA representam um importante passo para uma mudança fundamental na forma como antimicrobianos podem ser legalmente utilizados na pecuária para consumo humano", disse o vice-diretor para produtos alimentícios, Michael Taylor, em comunicado.

Foi estabelecido que a utilização de agentes antimicrobianos promove o desenvolvimento da resistência aos antibióticos, segundo a FDA. Por isso, devem ser usados ​​somente quando são muito necessários, acrescentou.

Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Genômica Translacional nos Estados Unidos, que remonta a 2012, cerca de metade da carne no país está contaminada com estafilococos dourados, dos quais metade são resistentes a pelo menos três tipos de antibióticos.

Mas os Estados Unidos estão mudando de atitude em relação ao uso de antibióticos como ferramenta para criação de animais.

O varejista Wal-Mart, por exemplo, ordenou no último 22 de maio que seus fornecedores norte-americanos reduzam a utilização de antibióticos na criação de animais.

Outros grupos, como a Tyson Foods, maior criadora de aves do país, ou até mesmo a rede de restaurantes fastfood McDonald's, decidiram não vender mais aves criadas com antibióticos.

Cerca de 23 mil pessoas morrem anualmente nos Estados Unidos vítimas de infecções causadas por agentes patógenos resistentes aos antibióticos.

AFP