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Ativista de igreja segura cartaz durante protesto para permitir entrada de mais refugiados, em Washington DC, em 27 de setembro de 2017

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Os Estados Unidos receberão cerca de 45.000 refugiados do mundo todo em 2018, um mínimo histórico que corresponde à prioridade que o governo de Donald Trump dá à segurança nacional, disseram funcionários do governo nesta quarta-feira.

O programa de acolhida de refugiados chegou a quase 85.000 pessoas em 2016, e 54.000 em 2017, um número um pouco superior ao limite de 50.000 imposto por Trump depois de chegar ao poder.

Para o ano fiscal 2018, que começa em 1º de outubro, a África obteve o maior contingente, com 19.000 pessoas com direito à condição de refugiado, na frente de Ásia meridional (17.000), Ásia oriental e Oriente Próximo (5.000), Europa e Ásia Central (2.000) e América Latina e Caribe (1.500).

"A segurança da população americana é nossa maior preocupação. Queremos ter a certeza de que o programa de acolhida de refugiados atende àqueles que têm direito a essa proteção e não representam um risco de segurança para nosso país", explicou um membro do governo.

Ainda assim os Estados Unidos continuarão sendo o país de acolhida para a maioria dos refugiados no mundo e o maior doador para a recepção e proteção de refugiados em escala global, disse, sob a condição de anonimato.

"Os solicitantes de refúgio estarão sujeitos a controles de segurança intensivos, biográficos e biométricos em múltiplas etapas, antes e depois de sua chegada a território americano", explicou outra funcionária do governo.

Na sua opinião, essas auditorias se fortalecerão constantemente para responder a possíveis ameaças específicas de parte dessa população.

Os dois funcionários negaram que essas medidas de segurança reforçadas estão destinadas a frear o fluxo de solicitações. O processo para obter o status de refugiado na atualidade leva entre 18 meses e dois anos.

Também negaram a suposta vontade do presidente Trump de reduzir o número de estrangeiros nos Estados Unidos para garantir o pleno emprego de cidadãos americanos.

Por sua vez, não puderam confirmar se o decreto presidencial que suspendeu a entrada de refugiados durante 120 dias, até 24 de outubro, será renovado.

"Os controles de segurança ainda estão em curso (...). Prevemos implementar os novos procedimentos antes de 24 de outubro, mas não chegamos ao final deste processo", disse um alto funcionário.

Trump argumentou no começo de 2017 que precisava proibir a entrada por 90 dias para cidadãos de seis países muçulmanos e 120 doas para todos os refugiados, a fim de estabelecer novos filtros de admissão.

O decreto se estendeu no domingo a oito países, mas sem se referir aos refugiados.

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AFP