Os Estados Unidos impôs nesta terça-feira (3) sanções econômicas a seis navios por transportarem petróleo da Venezuela para Cuba, no contexto da campanha de Washington para forçar a saída do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cujo governo considera uma ditadura.

O Departamento do Tesouro disse que seis navios pertencentes à estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) foram incluídos na lista negra do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), que proíbe todas as transações com indivíduos ou entidades norte-americanas.

Além disso, ele identificou outro navio, o Esperanza, de propriedade da Caroil Transport Marine Ltd., com sede em Havana, sancionado em setembro. Esperanza foi designado pela OFAC em abril, quando estava sob o nome de Nedas, afirmou em comunicado.

"Enquanto o povo venezuelano continua a sair às ruas para exigir serviços básicos e um retorno à liberdade e à prosperidade, Maduro escolhe enviar um recurso natural vital a Cuba em troca de serviços de segurança e inteligência cubanos que preservam sua influência na Venezuela", declarou o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo.

Washington, que não reconhece o governo de Maduro por considerá-lo resultante de eleições fraudulentas, acusa Havana de ser um dos principais aliados do presidente, junto com Rússia e China.

As sanções, que se somam a uma série de medidas punitivas que, desde 2017, o governo Donald Trump aplica contra funcionários, ex-funcionários e entidades da Venezuela e Cuba, procuram mostrar como Maduro fornece petróleo à "ditadura cubana" enquanto os venezuelanos "passam fome", segundo o Tesouro.

Os seis navios sancionados são chamados Icaro, Luisa Cáceres de Arismendi, Manuela Sáenz, Paramaconi, Terepaima e Yare.

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