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EUA tacha de 'extorsão nuclear' plano do Irã de enriquecer urânio

Interior da usina de Fordo, onde o Irã produz urânio enriquecido, em 6 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. janeiro 2021 - 21:08
(AFP)

O governo do presidente americano em fim de mandato, Donald Trump, denunciou nesta segunda-feira (4) o plano do Irã de intensificar o enriquecimento de urânio como uma "extorsão nuclear", uma medida considerada pelos especialistas como uma tentativa de pressionar o presidente eleito, Joe Biden.

"O Irã enriquecendo urânio a 20% em (a usina subterrânea de) Fordo é uma tentativa clara de incrementar sua campanha de extorsão nuclear, uma tentativa que continuará fracassando", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

Em maio de 2019, um ano depois que os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do acordo nuclear com o Irã de 2015 e impuseram pesadas sanções econômicas à República Islâmica, Teerã começou a romper seus principais compromissos relacionados ao pacto.

E, nesta segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o Irã havia iniciado o processo de produção de urânio 20% enriquecido em Fordo, mais uma violação do acordo de 2015.

O Irã sempre negou querer equipar-se com armas atômicas, uma das finalidades do enriquecimento de urânio, como acusam os Estados Unidos e Israel, seus inimigos jurados.

Alguns especialistas veem essa reação americana como uma tentativa do governo em fim de mandato de Donald Trump de pressionar Biden nessa questão.

A posse do democrata, marcada para 20 de janeiro, é vista como promissora para os apoiadores do acordo, determinados a salvá-lo. O pacto de 2015 foi alcançado após anos de duras negociações entre o Irã e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Reino Unido, China, França, Rússia, Estados Unidos), além da Alemanha.

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