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(Arquivo) Vista aérea da Península do Sinai, Egito, em 14 de janeiro de 2014

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O Pentágono anunciou, nesta terça-feira, sua intenção de reduzir o número de soldados americanos que participam da força de manutenção de paz na península egípcia do Sinai e de substituir esse efetivo por "drones", especialmente frente à ameaça do grupo Estado Islâmico.

Cerca de 700 militares americanos participam dessa missão de paz da ONU, que surgiu da assinatura de um tratado de paz de 1979 entre Israel e Egito, após os acordos de Camp David.

A missão é composta por 1.700 soldados e vinha mantendo uma discreta atividade desde sua mobilização. Uma série de ataques do EI nesses últimos meses obrigou, porém, a deixar as tropas em estado de alerta.

Em setembro, a explosão de uma bomba artesanal colocada na beira de uma estrada feriu seis capacetes azuis americanos.

O Pentágono permanece "totalmente comprometido" com a Missão da Força Multinacional de Observadores, embora considere usar aviões não tripulados, os chamados "drones", e outras ferramentas tecnológicas para realizar as tarefas mais arriscadas, declarou seu porta-voz, Jeff Davis.

"Ninguém falou de uma retirada em massa. Acho que temos, simplesmente, de olhar o número de pessoas que temos estacionadas no terreno e ver se algumas funções podem ser automatizadas", completou.

O secretário americano da Defesa, Ashton Carter, e outros funcionários de alto escalão de Washington iniciaram "discussões formais" sobre o tema com Israel e Egito, acrescentou Davis.

O governo americano pretende deslocar uma parte de suas tropas - atualmente perto da Faixa de Gaza - para um campo mais ao sul da península.

Alguns radicais que operam na península do Sinai prometeram fidelidade ao EI em novembro de 2014.

AFP