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A cotação do euro superou nesta terça-feira a barreira de 1,20 dólar pela primeira vez desde janeiro de 2015, estimulada pelo crescimento da Eurozona ante um contexto econômico mais agitado nos Estados Unidos

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O euro superou a barreira de 1,20 dólar nesta terça-feira (29), pela primeira vez desde janeiro de 2015, estimulado pela fraqueza da moeda americana diante dos desdobramentos da tempestade Harvey e do lançamento de mais um míssil norte-coreano.

Até as 9h GMT (6h em Brasília), a moeda única europeia estava cotada a 1,2062 dólar, contra 1,1978 dólar de segunda-feira. Às 8h10 GMT (5h10 em Brasília), o euro chegou a seu nível máximo desde janeiro de 2015, a 1,2070 dólar.

A divisa europeia ficou estável ante a moeda japonesa, a 130,81 ienes.

O dólar também recuava frente à divisa do Japão, a 108,45 ienes, após ter alcançado 108,34 ienes na noite de segunda-feira, seu nível mais baixo em quatro meses.

Os investidores querem ficar longe dessa moeda em posição vulnerável, após a Coreia do Norte lançar, nesta terça-feira, um míssil balístico que sobrevoou o Japão.

"O míssil caiu no oceano (Pacífico), mas tocou o ânimo dos mercados, e os investidores se afastam o máximo possível do risco. Levando-se em conta onde o conflito acontece e as partes envolvidas, é o euro, mais que o dólar, que serve de valor de refúgio", explicaram os analistas da RaboBank.

Além disso, nos Estados Unidos, a tempestade Harvey está provocando inundações colossais que, entre outras consequências, paralisaram a cidade de Houston, a quarta maior do país.

"Apesar de não sabermos se a tempestade terá um efeito importante na macroeconomia americana, o número de pessoas que buscam trabalho pode aumentar", o que repercutiria no dólar", considera Naeem Aslam, analista do Think Markets.

O especialistas destaca, contudo, que a queda do dólar se deve, sobretudo, ao desânimo dos investidores após a reunião de Jackson Hole, em Wyoming, nos Estados Unidos. ários diretores dos bancos centrais mais importantes do mundo participaram desse encontro na última quinta e sexta-feira.

A presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Janet Yellen, e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não fizeram nenhum comentário sobre o mercado cambial, ou sobre a evolução de suas políticas monetárias.

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AFP