A Eurocâmara aprovou nesta quinta-feira um dispositivo europeu de controle de investimentos estrangeiros na União Europeia (UE), que pretende responder às incertezas dos grandes países sobre as aquisições, principalmente chinesas, em setores estratégicos.

O texto, de alcance limitado e adotado em um momento de preocupação com as atividades do grupo chinês de telecomunicações Huawei, busca reforçar a cooperação entre países, com o apoio da Comissão Europeia, quando investidores de terceiros países demonstram interesse por empresa europeias de setores sensíveis.

"Esta legislação é totalmente neutra e não discrimina, mas não escapa a ninguém (...) que há uma questão a respeito da China", afirmou a comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström.

França e Alemanha exigiam esta legislação para um controle mais efetivo de determinadas operações, preocupados com grupos estrangeiros, especialmente chineses, que adquirem a um preço menor e, na sua visão, de maneira injusta conhecimentos e tecnologias vitais ao comprar suas empresas.

Em 2016, Alemanha e UE permaneceram impotentes à transferência de tecnologia "made in Germany" durante a compra da fabricante alemã de robôs industriais Kuka pelo grupo chinês Midea por 4,6 bilhões de euros.

O autor do texto na Eurocâmara, Franck Proust (PPE), afirmou que com o instrumento, a Europa terá uma proteção melhor.

"A aquisição de infraestruturas, tecnologias ou interesses estratégicos se transforma em um objetivo político", disse.

Inteligência artificial, robótica, nanotecnologias, telecomunicações ou terras agrícolas estão entre os setores que podem ser afetados pelo novo dispositivo europeu.

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