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(Arquivo) O remédio Truvada é visto em um hospital de Bethune, França, no dia 11 de maio de 2012

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A Agência Europeia de Medicamentos (Ema) deu sinal verde nesta sexta-feira para a comercialização na União Europeia (UE) do remédio Truvada, já autorizado como tratamento permanente da infecção pelo HIV, para uso preventivo contra a Aids.

A Ema "recomendou autorizar a comercialização na UE do Truvada (associação de tenofovir disoproxil e entricitabina) para um tratamento profilático prévio à exposição (...) com a finalidade de reduzir o risco de infecção pelo HIV de adultos que apresentem um risco elevado" de contágio.

A agência lembra que o Truvada foi autorizado inicialmente em 2005 na UE para tratar adultos infectados com HIV, "combinado com ao menos outro antiviral".

Para autorizar este medicamento a título preventivo, a agência se baseou em estudos desenvolvidos com pacientes que demonstraram sua eficácia.

A Ema afirma que a autorização do Truvada a título preventivo ainda será submetida à aprovação final da Comissão Europeia.

Após o aval desta, cada membro do bloco tomará sua própria decisão sobre o preço e o reembolso do remédio pelos sistemas de saúde.

No final de 2015, a França autorizou o uso do Truvada para prevenção "de forma limitada" em hospitais, assim como o reembolso de 100% do valor do remédio, se convertendo no primeiro país europeu e o segundo do mundo, atrás dos Estados Unidos, a dar sinal verde à utilização do Truvada - um coquetel de antirretrovirais do laboratório americano Gilead - como tratamento preventivo da Aids.

Em junho, o ministério francês da Saúde autorizou sua prescrição em centros gratuitos de informação sobre a Aids.

A Ema, assim como a França há alguns meses, lembra que o Truvada deve "fazer parte de uma estratégia global de prevenção" e que não deveria substituir o uso do preservativo, "a única forma de se proteger do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis".

A decisão da França foi motivada pelo fato de que o Truvada responde a uma realidade: algumas pessoas com alto risco de contágio, principalmente homossexuais e transexuais, são menos receptivas aos métodos tradicionais de prevenção.

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AFP