Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Membro das forças iraquianas mostra uma bandeira do grupo estremista Estado Islâmico, no dia 22 de setembro de 2017 em Sharqat

(afp_tickers)

Centenas de famílias europeias que viajaram para Síria ou Iraque para se unir ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) pedem agora para retornar a seus países, onde as autoridades avaliam como manejar o retorno destes homens, mulheres e crianças.

Seja através dos meios de comunicação ou mediante familiares, cidadãos europeus capturados após as recentes derrotas militares do EI pediram para voltar a seus países.

"Senhora chanceler, quero voltar com meu filho, nos ajudem (...). Não precisa ter medo, não sou uma terrorista", suplicou em alemão em um vídeo divulgado no início de outubro pelo jornal alemão Zeit uma mulher com um bebê nos braços, identificada como Nadia Ramadan, de 31 anos, oriunda de Frankfurt.

Ela foi detida recentemente com seus três filhos por milícias curdas em Raqa, reduto do EI reconquistado há pouco pela coalizão internacional. Mas Berlim se negou oficialmente a ajudá-la, deixando-a à sua própria sorte.

Segundo os Serviços de Inteligência desse país, 950 alemães se uniram às fileiras do grupo extremista desde 2011. Um terço retornou e 150 perderam a vida.

"Consideramos que seja perigoso o retorno à Alemanha desses filhos de extremistas que foram doutrinados em uma zona de guerra, esse risco deve ser levado em conta", declarou o chefe dos Serviços de Inteligência alemães, Hans-Georg Massen.

- 'Prestar contas' -

Na França, familiares de cerca de 20 mulheres que viajaram ao autoproclamado califado do EI escreveram ao presidente Emmanuel Macron para pedir que sejam repatriadas junto com seus filhos. Um pedido que as autoridades responderam com firmeza.

"Se pessoas que estavam em território iraquiano estão presas, estas deverão ser julgadas no Iraque", declarou na terça-feira a ministra francesa da Defesa, Florence Parly.

"As pessoas que retornarem à França sabem que estarão se expondo sistematicamente a serem processadas pela Justiça", acrescentou.

Segundo o governo francês, cerca de 1.700 franceses partiram para zonas extremistas a cavalo entre Iraque e Síria desde 2014. Entre eles, 278 morreram - uma cifra que na realidade seria muito mais alta - e 302 voltaram para a França (244 adultos e 58 menores de idade).

Nas cartas enviadas a Macron, estas famílias pedem ao presidente para "fazer todo o possível para facilitar o retorno dessas mulheres junto com seus filhos ao país, onde deverão prestar contas ante as autoridades competentes".

No Reino Unido, para onde 425 pessoas retornaram, as autoridades esperam levá-las à Justiça "para que fiquem durante muito tempo atrás das grades", declarou na semana passada Mark Rowley, diretor nacional da Polícia antiterrorista.

No entanto, este funcionário admitiu que nem sempre é possível reunir elementos suficientes que demonstrem que cometeram crimes ou que supõem um risco importante para a segurança.

Para as pessoas que estiverem nesses casos "pensamos em medidas preventivas (...) como instalá-las em algum lugar ou colocar um sistema de vigilância", apontou.

Mas alguns membros do governo britânico pedem métodos mais radicais.

"Devemos considerar que essas pessoas podem supor um grande perigo", declarou recentemente Rory Stewart, secretário de Estado encarregado de Desenvolvimento Internacional. "Infelizmente, a única forma de fazer frente a eles será, em quase todos os casos, matá-los", disse.

Para o ministro da Defesa Michael Fallon terem se unido às fileiras do EI os converte em "alvos legítimos" que podem a qualquer momento encontrar-se no caminho "de um míssil da Royal Air Force ou dos Estados Unidos".

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP