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(1º set) Policiais montam guarda em frente a um campo de refugiados, em Sittwe, estado de Rakhine

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O Exército birmanês anunciou, neste domingo (24), a descoberta de uma fossa comum com 28 hindus, alegando terem sido vítimas dos "terroristas" rohingyas, no noroeste do país.

É a primeira fossa comum anunciada desde o início do conflito, em 25 de agosto, quando rebeldes rohingyas atacaram as forças de segurança birmanesas.

Desde então, o Exército conduz uma feroz repressão contra a minoria muçulmana, tendo sido acusado, inclusive pela ONU, de "limpeza étnica", incendiando aldeias rohingyas e cometendo abusos.

Em menos de um mês, cerca de 430 mil rohingyas fugiram para Bangladesh.

"Membros das forças de segurança descobriram 28 corpos de hindus mortos pelos terroristas" muçulmanos rohingyas, acusou o chefe do Exército, o general Min Aung Hlaing, em sua página no Facebook.

A fossa foi encontrada perto de Kha Maung Seik, na região Maungdaw, no estado de Rakhine, palco da violência entre o Exército e os rebeldes rohingyas.

Na região, coabitam aldeias muçulmanas e hindus, maioria neste país do Sudeste Asiático.

O porta-voz do governo civil, Zaw Htay, confirmou à AFP esta descoberta, feita "com base em depoimentos de sobreviventes refugiados em Bangladesh".

As autoridades birmanesas não hesitam em acusar os rebeldes de cometer abusos. Mas é muito difícil para os jornalistas ter acesso a fontes diretas nesta região, cujo acesso foi bloqueado pelo Exército há quase um mês.

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AFP