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(1 set) Tropas das forças especiais venezuelanas na fronteira com a Colômbia

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O exército da Colômbia instruiu seus oficiais na região limítrofe com a Venezuela a não provocar nem se deixar provocar por tropas do país vizinho, segundo um protocolo de comportamento divulgado diante da crise binacional que já completa mais de três semana.

O "Protocolo Militar Crise Humanitária", que aplica para várias divisões localizadas nos departamentos de La Guajira (norte), Norte de Santander (nordeste) e Arauca (leste), foi divulgado pouco depois do começo da crise binacional provocada pelo fechamento de várias passagens fronteiriças, informou uma fonte militar à AFP.

O documento de 10 pontos instrui os militares a apelarem para sua "prudência tática" ao "evitar qualquer ação que provoque as tropas de vermelho", assim como sua "sagacidade" ao "não se deixarem provocar por tropas de vermelho ou da população civil".

Além disso, pede para "conhecer e respeitar a linha e pontos fronteiriços" e "não cruzá-la" e a "respeitar em toda situação a dignidade humana".

No marco da tensão bilateral, que segundo a ONU já deixou mais de 20.000 afetados, entre colombianos deportados da Venezuela e aqueles que fugiram por medo de serem expulsos, pede aos soldados a "apoiar com convicção os organismos de atenção humanitária" e "ajudar generosamente a toda pessoa que precise de apoio humanitário".

Também instrui "não portar armamento no desenvolvimento de uma missão humanitária".

A tensão entre Venezuela e Colômbia começou em 19 de agosto, quando Caracas ordenou o fechamento de parte da fronteira após um ataque a militares venezuelanos que o presidente Nicolás Maduro atribuiu a "paramilitares colombianos".

As diferenças entre os dois países se agravaram após o chamado a consultas dos respectivos embaixadores e a um novo fechamento em Paraguachón, passagem fronteiriça ao norte da Venezuela, ordenado por Maduro em 7 de setembro.

Neste final de semana, a tensão teve uma escalada após as denúncias de Bogotá de uma violação venezuelana de seu espaço aéreo em três ocasiões, embora Caracas tenha negado essas acusações.

Colômbia e Venezuela compartilham uma porosa fronteira de 2.219 km, na qual denunciam a atividade de grupos ilegais que lucram com o contrabando de combustíveis e outros produtos altamente subsidiados pelo governo venezuelano.

AFP