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Regularmente, as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) espalham panfletos no Afeganistão para tentar dissuadir a população de apoiar os rebeldes talibãs

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As forças americanas no Afeganistão pediram desculpas, nesta quarta-feira (6), por divulgarem panfletos mostrando um cão com a profissão de fé muçulmana escrita no corpo do animal.

Para muitos muçulmanos, a imagem é considerada uma grande ofensa.

Na foto desse panfleto, que circula pelas redes sociais, vê-se um leão que persegue um cão branco - cor da bandeira talibã -, em cujo corpo está escrito "Não há nenhum Deus além de Alá, e Maomé é seu profeta".

Alguns muçulmanos consideram os cães seres impuros, motivo pelo qual a associação desses animais com o Islã causou irritação no país, bastante devoto.

"Recuperem a liberdade tirada por esses cães. Ajudem as forças de segurança a eliminar esses inimigos", convida o folheto distribuído na província central de Parwan, perto de Cabul.

Regularmente, as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) espalham panfletos no Afeganistão para tentar dissuadir a população de apoiar os rebeldes talibãs.

Nas redes sociais, muitos usuários condenaram esse documento.

"Morte aos infiéis, morte a seus servidores", postou um deles no Facebook.

"Fazem isso em um país onde 99,9% da população é muçulmana. Vamos ver como reagem [os insurgentes]", disse outro internauta.

Encarregado das operações especiais dos Estados Unidos e da Otan no Afeganistão, o general James Linder apresentou suas desculpas em um comunicado, reconhecendo que se cometeu um "erro".

"O design dos panfletos continha, por erro, uma imagem muito ofensiva para os muçulmanos e para o islã. Apresento minhas sinceras desculpas. Temos o mais profundo respeito pelo islã e por nossos sócios muçulmanos no mundo", afirmou.

Abriu-se uma investigação sobre o ocorrido, disse um porta-voz das forças de operações especiais na base aérea americana de Bagram, na província de Parwan. Ele se negou a mostrar uma imagem do panfleto.

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AFP