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(Arquivo) José Domingo Arias

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O candidato à presidência do Panamá nas eleições de 2014, José Domingo Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli, prestou depoimento nesta segunda-feira à procuradoria sobre supostas doações de campanha do grupo brasileiro Odebrecht.

Arias foi ouvido durante mais de nove horas pela procuradora Zuleyka Moore, que não decretou medidas cautelares contra o político.

"A responsabilidade total sobre minha campanha coube a mim e não recebemos dinheiro da Odebrecht", afirmou Arias aos jornalistas após o depoimento.

Arias foi o candidato do governo nas eleições de 2014, pelo partido Mudança Democrática (direita), liderado por Martinelli.

O candidato governista ficou na segunda posição, sendo derrotado pelo atual presidente, Juan Carlos Varela.

A campanha de Arias teve a participação dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, envolvidos no escândalo de financiamento ilegal de políticos e partidos que abalou o Brasil.

João Santana e Mônica Moura, presos durante a operação "Lava Jato", confessaram ter recebido milhões de dólares via "caixa dois" no Panamá, Venezuela e El Salvador para atuar em campanhas presidenciais.

A Odebrecht é acusada de pagar milhões de dólares em subornos, em toda a América Latina, para garantir obras estatais.

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