Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

José Domingo Arias, na cidade do Panamá, no dia 4 de maio de 2014

(afp_tickers)

O ex-candidato das eleições presidenciais de 2014 do Panamá, José Domingo Arias, foi detido quando tentava deixar o país e conduzido, nesta terça-feira, ao Ministério Público, que investiga possíveis doações da Odebrecht à sua campanha, informou seu advogado.

Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli, foi interceptado no aeroporto internacional de Tocumen e enviado à Promotoria Especial Anticorrupção para contribuir com o inquérito.

"Não há nenhuma medida cautelar até esse momento. Foi feita uma condução coercitiva a fim de cumprir com uma apresentação ante o Ministério Público", disse a jornalistas Armando Fuentes, advogado de Arias.

"Realmente não sabemos quais são as razões para o MP pedir essa condução e detê-lo no aeroporto", completou.

Arias, que perdeu a eleição para o atual presidente, Juan Carlos Varela, era o candidato governista nas eleições de 2014, pelo partido Cambio Democrático (CD, de direita), cujo titular era Martinelli.

A promotoria também investiga o caso dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que fizeram a campanha de Arias.

O casal confessou ter recebido milhões de dólares no Panamá para financiar campanhas presidenciais.

Mônica Moura disse, em delação premiada, que em 2012 se reuniu com Martinelli para fixar o custo da campanha em 21 milhões de dólares, dos quais 16 milhões seriam pagos pela Odebrecht, segundo acusações.

Martinelli, detido em Miami, é acusado pela Justiça panamenha de espionagem e é investigado por diversos casos de corrupção.

Arias já prestou diversos depoimentos ao MP e sustenta que não recebeu doações da construtora e que vai que voltar a depor "todas as vezes" que for necessário para esclarecer o caso.

A procuradora-geral, Kenia Porcell, anunciou no começo de agosto que a Odebrecht concordou em pagar uma sanção de 220 milhões de dólares ao Panamá e colaborar com as investigações de corrupção.

A construtora admitiu ter pagado 59 milhões de dólares em propinas a funcionários do governo do Panamá entre 2010 e 2014.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP