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Ex-chefe das Farc com pedido de extradição dos EUA é solto na Colômbia

Este conteúdo foi publicado em 30. maio 2019 - 17:31
(AFP)

Um dos ex-líderes das dissolvidas Farc, Jesus Santrich, requerido pelos Estados Unidos por suspeita de tráfico de drogas, foi libertado quinta-feira por ordem da Suprema Corte de Justiça.

"Houve um esquema de segurança na saída de Santrich", disse seu advogado Gustavo Gallado a jornalistas. O ex-comandante, que havia sido preso em abril de 2018, deixou o prédio do Ministério Público fortemente escoltado.

Santrich foi libertado depois que a Suprema Corte ordenou sua liberação "imediata" na quarta-feira, reconhecendo seu foro parlamentar como congressista pelo partido que emergiu do acordo de paz com a ex-guerrilha.

A Corte assumiu a investigação contra o também ex-negociador de paz para considerar que é o único juiz competente para interrogar Santrich, que nunca pôde ocupar a cadeira no Congresso após sua prisão para fins de extradição para os Estados Unidos.

Em uma carta enviada ao tribunal na quinta-feira, Santrich expressou sua disposição de comparecer às convocações da Justiça.

A justiça da paz que investiga os maiores crimes do conflito armado ordenou há duas semanas a liberdade do ex-comandante de guerrilha, com 52 anos e deficiente visual.

Em 7 de maio ele foi recapturado após sua libertação da prisão por ordem de um juiz sob novas acusações relacionadas à sua suposta intenção de enviar cocaína para os Estados Unidos.

O governo americano manifestou nesta quinta-feira que respeita a decisão da Suprema Corte colombiana.

"Respeitamos a decisão do tribunal", disse em coletiva de imprensa a porta-voz do departamento de Estado, Morgan Ortagus.

Em nota posterior, o departamento de Estado destaca que os EUA cumpriram com os requisitos estabelecidos com a Colômbia e que a decisão do tribunal "não afeta o pedido de extradição".

Santrich é suspeito de conspiração para enviar 10 toneladas de cocaína ao território americano depois da assinatura do acordo de paz.

O caso Santrich provocou uma reviravolta política e jurídica na Colômbia, profundamente dividida pelo acordo de 2016 que marcou o fim de um sangrento conflito armado de meio século.

Sob pressão dos Estados Unidos, o presidente Ivan Duque, que chegou ao poder com a promessa de modificar o acordo de paz, ratificou sua intenção de extraditá-lo.

Santrich sempre afirmou sua inocência e assegura que as acusações respondem a uma conspiração de Washington e do Ministério Público colombiano.

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