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Ex-chefe do Exército chileno detido por torturas na ditadura

Juan Emilio Cheyre, ex-comandante-em-chefe do Exército do Chile (E), durante visita à Índia em agosto de 2005 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. fevereiro 2019 - 15:36
(AFP)

O ex-comandante-em-chefe do Exército do Chile, Juan Emilio Cheyre, e outros três ex-oficiais foram detidos pela tortura de 24 pessoas em 1973, durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Cheyre e os demais militares se encontram detidos na Brigada de Direitos Humanos da Polícia, e serão investigados "na qualidade de autores do delito de aplicação de tormentos a detidos" no regimente Arica, na cidade de La Serena (norte), em fatos ocorridos poucos dias depois do golpe militar que levou Pinochet (1973-1990) ao poder, informou um comunicado do Poder Judicial.

Este caso faz parte de outro processo pelo qual Cheyre já foi condenado, em novembro passado, a três anos de liberdade vigiada por encobrir 15 homicídios em 1973, um dos episódios da chamada "Caravana da Morte", na qual grupos de militares realizavam viagens por várias cidades para realizar julgamentos e execuções de opositores da ditadura de Pinochet.

Cheyre foi detido em 2016 por este caso e dias depois posto em liberdade após pagar uma fiança de 1.500 dólares.

Durante a ditadura, 3.200 pessoas morreram ou desapareceram, e cerca de 38.000 foram torturadas, segundo dados oficiais.

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