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(Março) Polícia espanhola prende um suposto jihadista em Benetússer

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Um dinarmaquês detido na Espanha nesta sexta-feira (30) e que teria sido por três anos combatente do Estado Islâmico na Síria tinha a intenção de adquirir armas no país europeu, ressaltou o Ministério do Interior espanhol nesta segunda-feira (3).

Em 2012, Ahmed Samsam, 27 anos, mudou-se para a Síria e durante três anos militou nessa organização responsável por massacres, sequestros e decapitações, segundo comunicado emitido pelo ministério, que argumentou tomando como base fotografias publicadas pelo suspeito em redes sociais, nas quais o dinamarquês posa com armas, explosivos e símbolos extremistas.

De acordo com o ministério, Samsam era "especialista no manejo de armas e explosivos, e viajou para adquirir armas e coletes à prova de balas na Espanha".

O jovem, de origem síria, tinha sido condenado na Dinamarca sob pena de prisão, que deveria ter começado a cumprir a partir do dia 15 de junho. Certamente, na véspera dessa data viajou para a Espanha, onde foi detido na sexta-feira, em Málaga.

Após sua detenção apresentou-se diante de um juiz da Audiência Nacional, alto tribunal especializado em casos de terrorismo, entre outros, e foi encarcerado sob prisão provisória.

O ministério alega que, segundo familiares do detido, ele estava "preparado para dar um passo a mais em sua atividade terrorista na Europa".

Por sua "experiência na utilização de armas de explosivos, assim como seu alto grau de radicalização atrelado ao seu interesse na aquisição de armas", o dinamarquês é "um dos extremistas mais perigosos entre os detidos na Espanha", informou o ministério do Interior.

Desde junho de 2015, a Espanha encontra-se no nível 4 de um total de 5 na escala de alerta anti-terrorista.

AFP