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A família de Michael Flynn lançou uma campanha de coleta de dinheiro para pagar a defesa legal do ex-assessor da Presidência

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A família de Michael Flynn, ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, lançou uma campanha de coleta de dinheiro para pagar a defesa legal do ex-assessor da Presidência investigado pela suposta interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016.

Flynn, que assessorou o presidente Donald Trump durante a campanha e posteriormente se tornou conselheiro de Segurança Nacional, foi demitido 22 dias depois da posse do chefe de Estado. É investigado por não ter reportado os seus contatos com funcionários russos e por suas supostas atividades de lobby a favor da Turquia enquanto participava da campanha.

O site do Fundo de Defesa Legal de Michael T. Flynn qualificou as suas faturas legais como "enormes". "Qualquer apoio será muito bem-vindo", diz o site.

Flynn enfrenta investigações no Congresso, por parte de Robert Mueller -procurador independente do Departamento de Justiça pela suposta interferência russa-, e também no Departamento de Defesa, onde serviu como chefe da Agência de Inteligência da Defesa.

No entanto, até agora não foi acusado de nada.

As investigações se centram em diversos assuntos: suas discussões sobre a política americana com oficiais russos antes e depois da eleição de Trump, em novembro de 2016; o recebimento de pagamentos secretos por parte do governo turco ao fim da campanha eleitoral; ter aceitado um pagamento de 33.750 dólares da emissora russa RT para participar de um evento em Moscou; e por seus esforços para unir Rússia, Arábia Saudita e Estados Unidos em um acordo para estabelecer plantas nucleares no Oriente Médio.

O fundo de defesa de Flynn pode se beneficiar de uma mudança na lei que permite que doadores anônimos apoiem funcionários da Casa Branca que precisem de ajuda com sua defesa legal, segundo um relatório do site especializado "Politico".

Trump, seu filho Donald Trump Jr., seu genro Jared Kushner, e assessores atuais e antigos contrataram advogados para fazer frente às investigações, com honorários que chegam a 1.000 dólares por hora, de acordo com relatos.

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AFP