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O ex-diretor do FBI James Comey

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O ex-diretor do FBI James Comey, demitido de forma inesperada há dez dias pelo presidente Donald Trump, aceitou testemunhar em uma audiência pública no Senado americano - anunciaram nesta sexta-feira (19) as lideranças da bancada republicana e democrata da Comissão de Inteligência da Casa.

"Espero que o testemunho do ex-diretor Comey permita responder a algumas das perguntas que surgiram desde que foi demitido, de repente, pelo presidente (Trump)", disse o senador democrata Mark Warner, citado em um comunicado conjunto divulgado com seu colega republicano dessa comissão, Richard Burr.

"O diretor Comey serviu a seu país, honrosamente, durante vários anos, e merece poder contar sua versão da história. Além disso, os americanos merecem ouvi-lo", acrescentou, no comunicado.

"Espero que esclareça para os americanos os acontecimentos recentes que foram abundantemente mencionados pela imprensa", disse o presidente da Comissão, o republicano Richard Burr.

Segundo ele, os integrantes do organismo têm "pressa" de ouvir o que Comey tem para dizer sobre as denúncias de ingerência russa nas eleições americanas de 6 de novembro passado.

Potencialmente explosiva, a audiência será no último fim de semana de maio.

Trump sempre negou qualquer situação de complô com Moscou durante a campanha eleitoral.

De acordo com o jornal The New York Times, o presidente teria pressionado Comey para que arquivasse as denúncias contra o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, suspeito de manter contatos com Moscou.

Comey teria-se negado e teria escrito um memorando interno com o conteúdo dessa conversa.

Nesta sexta, o jornal The Washington Post noticiou que a investigação do FBI sobre os vínculos entre a equipe de campanha de Trump e da Rússia aponta para um alto funcionário atualmente na Casa Branca, assessor "próximo" do presidente.

Também hoje The New York Times revelou que, em um encontro em 10 de maio com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, no Salão Oval da Casa Branca, Trump chamou Comey de "louco" - um dia depois de tê-lo demitido.

AFP