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Ex-governador de Minas Eduardo Azeredo se entrega à polícia

(Arquivo) Foto mostra o centro de Belo Horizonte em 8 de julho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. maio 2018 - 22:22
(AFP)

O ex-senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo(PSDB) se entregou à polícia na tarde desta quarta-feira, em uma delegacia de Belo Horizonte, para cumprir uma condenação por peculato e lavagem de dinheiro, se tornando o primeiro político preso pelo mensalão tucano.

Azeredo foi condenado em segunda instância a 20 anos e um mês de prisão em agosto passado, após recorrer da decisão em primeira instância adotada em 2015.

Nesta quarta-feira, após o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitar o último recurso apresentado por sua defesa, Azeredo se entregou na delegacia da Polícia Civil no bairro Santo Antônio, acompanhado de um filho e de um advogado.

Segundo a Secretaria de Administração Prisional (Seap), Azeredo ficará preso em uma sala de "estado-maior" em um quartel dos bombeiros, já que foi ex-governador do Estado.

O local tem 27 metros quadrados, uma cama, uma mesa e um banheiro com chuveiro elétrico.

Azeredo, 69 anos, que governou Minas Gerais de 1995 a 1999, foi condenado por desviar recursos públicos para sua campanha à reeleição, em 1998.

O esquema envolveu a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), de onde foram desviados ao menos 3,5 milhões de reais sob a forma de patrocínios a eventos esportivos.

Fundador em 1988 do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) junto a Fernando Henrique Cardoso, que presidiu o país entre 1995 e 2002, Azeredo é o primeiro alto dirigente tucano a ser preso.

O ex-governador de São Paulo e candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, tratou de se distanciar da questão. "Em relação à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais sobre o ex-governador Eduardo Azeredo, repito o que tenho dito em casos semelhantes: Não existe Justiça vermelha, azul, amarela nem verde. A lei é igual para todos. Decisão judicial não se discute, se cumpre.

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