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O ex-ministro de Defesa da Venezuela, Raúl Baduel, no dia 10 de dezembro de 2008, em Caracas

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O general Raúl Baduel, ex-ministro da defesa do finado presidente da Venezuela Hugo Chávez, foi acusado nesta sexta-feira de "alta traição" e permanecerá detido, após cumprir uma pena de quase oito anos de prisão.

Um juiz militar decretou a "privação de liberdade do general por traição à pátria e instigação à revolta", informou à AFP Omar Mora, advogado de Baduel.

O general, que ajudou a colocar Chávez no poder depois do golpe de Estado de abril de 2002, deveria ser libertado nesta sexta-feira, após cumprir sete anos e onze meses de prisão por corrupção.

Com a nova acusação, Baduel corre o risco de ser condenado a até 26 anos de prisão.

"Estão baseando esta prisão em provas ilegais e inexistentes", denunciou o advogado do ex-ministro da Defesa, que se afastou de Chávez por divergências sobre seu modelo socialista.

A Procuradoria pediu a prisão preventiva do general por supostos "crimes militares contra a integridade, a independência e a liberdade da nação, como são a traição à pátria (...) e a instigação a rebeliões".

"Fabricaram elementos com depoimentos de supostas testemunhas para sustentar esta acusação. É mais uma montagem para impedir que Baduel recupere sua liberdade e seus direitos civis e políticos", afirmou Mora.

Considerado "um preso político" pela oposição, o general ganhou a liberdade condicional em 12 de agosto de 2015, mas em 12 de janeiro foi novamente preso ao participar de uma audiência de apresentação regular.

Comandante do Exército entre 2004 e 2006, e ministro da Defesa entre 2006 e 2007, o general salvou Chávez de ser derrubado, mas depois se tornou seu opositor.

AFP