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Ex-prefeita de Lima ligada a escândalo da Odebrecht é liberada para cumprir prisão domiciliar devido a risco de Covid-19

(Arquivo) A ex-prefeita de Lima Susana Villarán afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2020 - 23:10
(AFP)

A ex-prefeita socialista de Lima Susana Villarán, 70, foi liberada nesta quarta-feira para cumprir prisão domiciliar pelo escândalo de corrupção ligado à Odebrecht, ante o risco de contrair o novo coronavírus na unidade onde estava reclusa há um ano.

Treze dias depois de o Judiciário alterar a ordem de prisão preventiva para prisão domiciliar, Susana deixou o presídio feminino de Chorrillo e foi levada pela polícia até sua residência em Lurín, município ao sul de Lima. A defesa da ex-prefeita, que sofre de lúpus, alegou que ela faz parte do grupo de risco do novo coronavírus.

Susana cumpria desde abril de 2019 uma ordem de prisão preventiva de 24 meses. Ela é investigada por lavagem de dinheiro e associação ilícita.

A procuradoria acusa a ex-prefeita (2010-2014) de ter recebido 10 milhões de dólares das empreiteiras brasileiras Odebrecht e OAS para financiar duas campanhas eleitorais.

A Covid-19 já deixou 30 detentos mortos e mais de 640, infectados, nas prisões superlotadas peruanas, onde foram registradas quatro rebeliões por melhores condições de saúde.

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