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Mexicanos protestam no marco de 18 meses depois do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa, no México, em 26 de abril de 2016

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Autoridades do México detiveram um ex-prefeito do estado de Guerrero (sul) por ser suspeito de ter desviado recursos para o 'Guerreros Unidos', o cartel narcotraficante acusado de ter assassinado 43 estudantes desaparecidos, informou nesta terça-feira uma fonte oficial.

As autoridades seguiam há vários meses a pista de José Santos Gonzaga Miranda, de 65 anos, até que agentes de inteligência e policiais federais o detiveram em um luxuoso bairro do sul da Cidade do México como "suposto responsável pelas acusações de crime organizado e contra a saúde", indica um comunicado da secretaria de Governo (Interior), que não informa a data da prisão.

Segundo as investigações, Gonzaga Miranda, ex-presidente municipal de Cuetzala del Progreso, "participava diretamente da transferência e comercialização da droga, dentro de um grupo criminoso com operação nos municípios de Iguala, Cocula e Cuetzala", acrescenta.

Segundo o Ministério Público, 43 estudantes foram atacados em Iguala em 26 de setembro de 2014 por policiais municipais desta cidade e da vizinha Colula, que os entregaram ao cartel Guerreros Unidos.

Ao confundi-los com integrantes de um grupo inimigo, os traficantes teriam assassinado os estudantes, queimado seus corpos em um lixão de Cocula e depois lançado seus restos em um rio, segundo a versão oficial.

"Há indícios para apontar que Gonzaga Miranda pode estar relacionado ao grupo criminoso que acredita-se que tenha participado do desaparecimento dos estudantes (...), para o qual pode ter desviado recursos públicos durante sua gestão como presidente municipal no período 2009 e 2012", afirmou a secretaria.

Mais de 120 pessoas foram detidas pelo desaparecimento dos estudantes, entre elas o ex-prefeito de Cocula, de Iguala (e sua esposa), assim como policiais das duas cidades.

AFP