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(Arquivo) A ex-premier da Tailândia Yingluck Shinawatra

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A ex-primeira-ministra tailandesa Yingluck Shinawatra, condenada nesta quarta-feira à revelia a cinco anos de prisão, está exilada em Dubai, anunciou nesta quinta-feira o chefe da junta militar que governa o país, que confirmou a emissão de uma nova ordem de prisão.

Yingluck Shinawatra, cujo governo foi derrubado em maio de 2014 pelos militares, não é vista desde 25 de agosto, data em que deveria comparecer ao Tribunal Supremo para ouvir o veredicto do julgamento por "negligência" em um programa de subsídios aos produtores de arroz.

Seus partidários e vários analistas consideram que este foi um julgamento político.

"Segundo as informações do ministério das Relações Exteriores, agora está em Dubai", afirmou Prayut Chan-o-Cha à imprensa.

Várias fontes dentro do partido de Yingluck Shinawatra e da junta militar já haviam indicado que a ex-chefe de Governo estava no emirado, onde seu irmão Thaksin, também ex-primeiro-ministro e igualmente exilado para escapar da justiça, vive parte do ano.

Desde o fim de agosto, os militares negam quase diariamente que entraram em um acordo com Shinawatra para organizar sua fuga e ter, assim, o caminho livre para mudar o panorama político a sua vontade.

Mas a imprensa tailandesa e vários analistas insistem que a junta tem um interesse no exílio da ex-chefe de Governo.

"Não temos tratado de extradição com Dubai, mas as autoridades nos asseguraram que pediriam que não se envolva mais na vida política tailandesa", declarou o ministro da Defesa, Prawit Wongsuwon.

Os militares, que chegaram ao poder após um golpe de Estado contra o governo de Yingluck Shinawatra, querem impedir o retorno da oposição, encarnada pelos irmãos Shinawatra.

Os Shinawatra venceram todas as eleições nacionais desde 2001, mas as elites tradicionais, militares e juízes, que os consideram uma ameaça para a monarquia, derrubaram todos os governos com golpes de Estado.

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AFP