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Ex-presidente argentino Macri é acusado de espionagem interna

(Arquivo) O ex-presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante um ato de campanha na Praça de Maio, em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. maio 2020 - 17:05
(AFP)

A promotoria federal acusou nesta sexta-feira (29) o ex-presidente argentino Mauricio Macri por supostas manobras de espionagem contra empresários, funcionários, artistas e líderes opositores durante seu governo, informaram fontes judiciais.

A denúncia havia sido apresentada digitalmente na terça-feira, devido ao confinamento obrigatório pela pandemia de coronavírus.

A denunciante é a interventora da Agência Federal de Inteligência, Cristina Caamaño, que disse em seu depoimento que "e-mails de quase cem pessoas foram espionados sem nenhuma ordem judicial", segundo as fontes.

Caamaño pediu ao promotor o inquérito de Macri, mas o processo está ainda em sua primeira fase de investigação.

Entre os supostos afetados está o popular apresentador de televisão Marcelo Tinelli, que comentou nas redes sociais essa semana sobre o governo de Macri (2015-2019): "Eles ouviam suas ligações, liam os e-mails, te pressionavam com a AFIP (agência de cobrança de impostos)".

A imputação está a cargo do promotor federal Jorge Di Lello, que também acusou pelos supostos crimes o ex-chefe de inteligência macrista Gustavo Arribas e outros ex-agentes do serviço secreto.

Como prova, Caamaño forneceu à justiça o material informático apreendido na Agência de Inteligência, considerado legítimo pelo promotor Di Lello, de acordo com as fontes.

Entre os que foram supostamente espionados estão embaixadores, jornalistas de televisão, líderes de sindicatos, empresários, legisladores e governadores da oposição e do partido no poder, inclusive funcionários próximos a Macri, como a chefe do Gabinete Anticorrupção, Laura Alonso.

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