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Ex-presidente boliviano Evo Morales pede a pacificação do país

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Este conteúdo foi publicado em 11. novembro 2019 - 12:33
(AFP)

O ex-presidente boliviano Evo Morales pediu nesta segunda-feira aos líderes civis do movimento que pressionou por sua renúncia, que ele chama de golpe de Estado, que "assumam sua responsabilidade de pacificar o país", onde no domingo foram registrados distúrbios e saques.

"Que assumam sua responsabilidade de pacificar o país e garantam a estabilidade política e convivência pacífica de nosso povo", escreveu Morales, que está na região cocaleira boliviana de Chapare (centro do país), no Twitter.

"(O ex-presidente Carlos) Mesa e (o líder regional de direita Luis Fernando) Camacho, discriminadores e conspiradores, entrarão para a história como racistas e golpistas", completou.

Morales, que ainda tem maioria no Congresso que escolherá seu substituto provisório, afirmou que "o mundo e bolivianos patriotas repudiam o golpe", depois de se pressionado por militares e policiais para que renunciasse ao cargo.

"Os ministro de Governo (Interior) e Defesa estão em funções, pois ainda não renunciaram", afirmou Gustavo Pedraza, candidato à vice-presidência da chapa de Carlos Mesa nas eleições anuladas de outubro.

No momento, a Bolívia está sem presidente. A Constituição estabelece que a sucessão começa com o vice-presidente, seguido pelo presidente do Senado e depois pelo titular da Câmara dos Deputados, mas todos renunciaram com Morales.

O ex-presidente, que passou quase 14 anos no poder, tuitou ainda que a solidariedade recebida dá "alento, força e energia. Me emocionaram e me fizeram chorar. Nunca me abandonaram; nunca os abandonarei".

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