Navigation

Ex-presidente Temer detido como suposto 'líder de organização criminosa'

El expresidente brasileño Michel Temer, aquí en una foto del 22 de mayo de 2018, fue detenido por orden del juez Marcelo Bretas, a cargo en Rio de Janeiro de la Operación Lava Jato afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. março 2019 - 19:06
(AFP)

O ex-presidente brasileiro Michel Temer foi preso nesta quinta-feira como suposto chefe de "uma organização criminosa" que negociou propinas em troca de contratos de obras na usina nuclear de Angra, no estado do Rio de Janeiro.

A operação, batizada de "Radioatividade", investiga "crimes de corrupção, desvio de fundos e lavagem de dinheiro devido a possíveis pagamentos ilícitos" feitos "à organização criminosa liderada por Michel Temer", informou o Ministério Público Federal (MPF) em um comunicado.

Temer, 78 anos, foi preso pela manhã em São Paulo e será transferido para o Rio de Janeiro, por ordem do juiz Marcelo Bretas, encarregado da Operação Lava Jato nesse estado.

Bretas emitiu ordens de prisão preventiva contra Temer e outros sete suspeitos, incluindo o ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco.

O MPF justificou a prisão preventiva de Temer e seus supostos cúmplices devido à suspeita de que há uma organização criminosa em pleno andamento, envolvida em fatos clara gravidade.

- Em plena atividade -

De acordo com o MPF, as denúncias foram feitas com base em delação premiada de um empresário envolvido no caso.

"Após celebração de acordo de colaboração premiada com um dos envolvidos e o aprofundamento das investigações, foi identificado sofisticado esquema criminoso para pagamento de propina na contratação das empresas Argeplan, AF Consult Ltd e Engevix para a execução do contrato de projeto de engenharia eletromecânico 01, da usina nuclear de Angra 3", informou o comunicado do MPF.

O valor identificado nesse caso preciso, no final de 2014, era de 1,091 milhão de reais.

Entretanto, essa pode ser apenas a ponta do iceberg, porque as investigações sugerem que a organização criminosa praticou vários crimes envolvendo várias agências governamentais e empresas estatais, tendo obtido a promessa, o pagamento e o desvio para a organização de 1,8 bilhão de reais.

- MDB defende a Temer e PT, Lula -

A prisão preventiva acontece em meio a fortes questionamentos à Lava Jato, inclusive por parte de juízes do Supremo, por seu recurso frequente a métodos "ditatoriais" como a delação premiada e a prisão preventiva.

Após a prisão de Temer, o MDB lamentou "açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco" e pediu que "a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa".

O PT, por sua vez, tentou desvincular os casos de Lula e de Temer, a quem classificou de "golpista" por ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff.

"O Partido dos Trabalhadores espera que as prisões de Michel Temer e de Moreira Franco, entre outros, tenham sido decretadas com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT", expressou o partido em comunicado.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.