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A ex-procuradora Luisa Ortega, em San José, em 28 de agosto de 2017

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A ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega denunciou nesta segunda-feira, na Costa Rica, que autoridades de seu país teriam assassinos de aluguel para atentar contra sua vida e de outros procuradores que pretendem denunciar os abusos atribuídos ao governo do presidente Nicolás Maduro.

"Venho especificamente para formular uma denúncia diante da procuradoria da Costa Rica e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos", disse Ortega em entrevista coletiva junto com o procurador costa-riquenho Jorge Chavarría.

"Tenho informação de que a perseguição contra mim continua e que o governo contratou capangas para acabar com a minha vida", afirmou Ortega na sede do Ministério Público da Costa Rica, em São José.

"Quero denunciar isso na Costa Rica porque há procuradores e diretores que estão na mesma situação", sem dar mais detalhes sobre essas ameaças.

Ortega chegou nesta segunda-feira à Costa Rica, onde visitou a Corte Interamericana de Direitos Humanos para apresentar seus argumentos sobre a situação na Venezuela.

A jurista disse que sua visita é parte de uma "cruzada" continental para apresentar provas de abusos do governo de Maduro e buscar apoio por restaurar a ordem democrática em seu país.

"A Venezuela dia a dia sofre pela falta de alimentos, medicamentos, há um grave problema de saúde. Em um país com tantos recursos, nossos compatriotas estão comendo lixo, e além disso vivemos uma sistemática violação dos direitos humanos", afirmou.

Ela acrescentou que durante as últimas manifestações morreram mais de 130 pessoas e que mais de 2.000 ficaram feridas "pela repressão do governo da Venezuela".

"Empreendemos uma cruzada no continente porque na Venezuela não é possível fazer justiça em casos de violações aos direitos humanos, de corrupção, de crime organizado", disse.

Apesar da situação crítica, garantiu estar confiante de que a situação será revertida em seu país.

"A Venezuela vai recuperar sua alegria, vai recuperar sua decência, sua democracia, sua liberdade, e voltaremos a ser os mesmos de sempre, caribenhos, gente com amor que rechaça essa linguagem de ódio que nos meteram nesses últimos anos", expressou Ortega.

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AFP