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A ex-procuradora Luisa Ortega, em San José, em 28 de agosto de 2017

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A ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega acusou nesta segunda-feira seu sucessor de "inventar delitos" e "construir expedientes" como parte de uma campanha do governo contra ela, sua família e os trabalhadores do Ministério Público.

Ortega saiu clandestinamente da Venezuela há duas semanas alegando ser vítima de uma perseguição política, e está sob proteção do governo colombiano, que lhe ofereceu asilo.

"Inventam delitos para processá-los, para privá-los da liberdade", disse Ortega sobre os funcionários da Procuradoria venezolana próximos a ela, em diálogo com a emissora W Radio.

"Enfrentar o governo como eu fiz acarreta muitas consequências que estou sofrendo", afirmou do México. "A perseguição que há contra mim é para que não aconteça com mais ninguém".

Ortega rompeu com o governo chavista no final de março, depois de denunciar uma ruptura da ordem constitucional após as decisões judiciais contra el Parlamento de maioria opositora, e em 5 de agosto foi destituída pela Assembleia Constituinte que rege o país com poderes absolutos.

Essa assembleia é integrada exclusivamente por aliados do presidente Nicolás Maduro.

Na quinta-feira, Tarek William Saab, o novo procurador venezolano, acusou Ortega de ser cúmplice de um desfalque de 200 milhões de dólares em contratos petroleiros com o Estado por não ter realizado as investigações pertinentes.

"O procurador usurpador perde seu tempo em construir expedientes para processar a mim e a minha família, disse Ortega à emissora.

A ex-procuradora reiterou que tem "todas as provas, não só relatos, como documentos", de que Maduro e outros altos dirigentes do governo estão vinculados a subornos da empreiteira Odebrecht.

Desde que fugiu inicialmente para a Colômbia, a jurista fez um périplo por países da região para apresentar provas de abusos do governo Maduro e buscar apoio para restaurar a ordem democrática em seu país.

Na quinta-feira, chegou ao México depois de ter passado por Costa Rica e Brasil, com novas escalas na Colômbia.

A ex-procuradora disse que teme por sua vida e pelas "ameaças muito perigosas das quais tem sido vítima de parte de alguns representantes do governo da Venezuela".

Ortega acusou o governo venezuelano de contratar capangas para matá-la.

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AFP