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Amado Boudou foi ministro da Economia de 2009 a 2011, antes de se tornar vice-presidente argentino

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Amado Boudou, ex-vice-presidente de Cristina Kirchner, foi detido nesta sexta-feira em um caso de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e ocultação de bens na Argentina, informaram fontes judiciais.

De acordo com ação, há quase 80.000 dólares sem justificativa em sua declaração juramentada de 2002 e inconsistências detectadas em 111 declarações patrimoniais entre 2002 e 2012.

Outro ponto questionado é a compra de um apartamento por 120.000 dólares por parte de sua ex-namorada Agustina Kämpfer em 2010, supostamente adquirido com um empréstimo do irmão de Bodou, que não estaria credenciado.

O juiz federal Ariel Lijo ordenou a detenção de Boudou (54 anos) em um processo judicial iniciado em 2012, alegando que ele poderia prejudicar a investigação.

O também ex-ministro da Economia está sendo submetido a um julgamento em outro processo, de suposta corrupção, e se apresenta todas as semanas às audiências judiciais.

A detenção acontece nove dias depois da prisão por suposta corrupção do ex-ministro Julio De Vido, que administrou as obras públicas durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015), depois de ter o mandato de deputado cassado.

Lijo ordenou ainda a detenção do amigo e suposto testa de ferro de Boudou, José María Núñez Carmona, e convocou para prestar depoimento sua ex-namorada, a jornalista Agustina Kämpfer, e Alejandro Vanderbroele, outro suposto testa de ferro.

"A ordem de prisão me surpreende. É um caso que tem cinco anos de trâmite e ele estava certo", afirmou ao canal C5N o advogado de Boudou, Eduardo Durañona, que disse não ter sido notificado da decisão do juiz.

Agentes da polícia entraram antes das 8H00 no edifício de Boudou, no bairro nobre de Puerto Madero, Buenos Aires. O político foi levado algemado para depor em um tribunal.

Durante o depoimento, Boudou considerou "ilegal e arbitrária" sua detenção e rejeitou o juiz por falta de imparcialidade.

Caso o juiz confirme sua detenção, Boudou será levado para a penitenciária de Ezeiza, 30 km ao sul da capital, segundo fontes judiciais.

Kirchner avaliou que a detenção de Boudou - que não tem cargo público ou participou das recentes eleições - faz parte da "manobra disciplinar" do governo contra a oposição.

"O governo do presidente (Mauricio) Macri está utilizando o Poder Judiciário para perseguir dirigentes opositores", advertiu a coalizão "kirchnerista" Unidade Cidadã.

Boudou enfrenta desde 3 de outubro um julgamento por corrupção envolvendo a compra, em 2010, através de um laranja, de uma empresa dedicada à fabricação de documentos públicos e papel moeda, quando era ministro da Economia de Kirchner.

A prisão de Boudou ocorre um dia após a justiça confirmar um processo contra Kirchner, com embargo de bens, por associação criminosa e fraude.

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AFP