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(Arquivo) O ex-diretor-executivo da Lafarge, Bruno Lafont

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Três executivos da empresa de cimento Lafarge foram interrogados nesta quarta-feira (6), na França, sobre as atividades da franco-suíça na Síria, em uma investigação pelo suposto financiamento a grupos extremistas, disseram à AFP fontes próximas ao caso.

O ex-diretor-executivo Bruno Lafont, o ex-diretor-geral Eric Olsen e o subdiretor-geral de operações Christian Herrault estavam sendo interrogados nos escritórios da Justiça nos arredores de Paris.

Na sexta-feira passada, outros três executivos do grupo francês, que se fundiu com o suíço Holcim em 2015, foram declarados culpados de financiar o terrorismo e arriscar a vida de terceiros.

A Lafarge é acusada de ter dado dinheiro ao Estado Islâmico (EI) através de um intermediário para que sua fábrica em Jalabiya, no norte da Síria, pudesse continuar operando.

Suspeita-se também que a empresa, usando contratos falsos, comprava combustível do EI, violando um embargo decretado em 2011 pela União Europeia. O grupo extremista tinha tomado o controle da maioria das reservas estratégicas de petróleo da Síria em junho de 2013.

Investigadores franceses querem determinar se a direção do grupo na França estava ciente. Lafont disse até agora que tinha sido informado sobre essas decisões tomadas na fábrica síria.

Contudo, investigações concluíram que "seria surpreendente que Lafont não tenha pedido a sua equipe de direção informações precisas sobre a situação da cimenteira em um país em guerra". "Obrigatoriamente tinha que prestar contas a acionistas", estimam os detetives.

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AFP