Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Edição do livro "No caminho de Swann", de Marcel Proust, leiloada por 623.000 dólares em Sotheby's, Paris, no dia 30 de outubro de 2017

(afp_tickers)

Um exemplar de uma edição raríssima de "No caminho de Swann", do escritor francês Marcel Proust, foi vendido na casa de leilões Sotheby's por mais 535.500 euros, informou a empresa.

"O volume foi arrematado por 535.500 euros" (623.000 dólares), disse uma porta-voz da Sotheby's à AFP. Sua estimativa era de entre 400 mil e 600 mil euros.

Um autêntico tesouro para bibliófilos, o exemplar era um dos cinco exemplares numerados da obra impressos no papel que alguns consideram mais belo do mundo, o "washi" japonês.

O lote leiloado nesta segunda incluía o livro e, integrado a ele, outro tesouro para os especialistas: cartas nas quais Marcel Proust revela ser seu melhor assessor de imprensa.

O exemplar não era visto em público desde 1942, durante um leilão em Druot. Originalmente, Proust lhe deu de presente a Louis Brun, um dos diretores da casa Grasset, em agradecimento por seu apoio, como lembra o escritor em sua dedicatória.

Louis Brun, um grande bibliófilo, encadernou uma série de documentos manuscritos por Marcel Proust no fim do volume.

Para promover seu livro, o escritor propõe a seus amigos da imprensa parisiense que publiquem em seus respectivos periódicos críticas elogiosas do romance.

Para o escritor, então desconhecido, qualquer veículo servia. Assim, ofereceu dinheiro aos jornais e chegou a escrever, ele mesmo, os artigos que esperava que fossem publicados.

Três desses raros e valorizados livros estão guardados com seus proprietários, enquanto um quarto desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial e nunca mais foi encontrado.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP