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Investigadores trabalham no local de uma explosão em um supermercado em São Petersburgo, em 27 de dezembro de 2017

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Ao menos 10 pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira (27) na explosão de uma bomba artesanal em um supermercado de São Petersburgo (noroeste), segunda cidade da Rússia, e as autoridades abriram uma investigação por "tentativa de homicídio".

"Uma detonação aconteceu por volta das 18h30 (13h30 de Brasília) em um supermercado na avenida Kondratiev, em São Petersburgo", informou a Polícia.

A explosão aconteceu a quatro dias do fim do ano, no momento em que começa o período de festas para os russos, antes do Natal ortodoxo, em 7 de janeiro. Também coincide com um momento de crescente preocupação sobre o possível retorno dos extremistas que combateram na Síria e no Iraque.

A Rússia sediará a Copa do Mundo de futebol no próximo mês de junho, e cidade de São Petersburgo é uma das sedes.

"Dez pessoas foram hospitalizadas, mas estão fora de perigo", afirmou um funcionário do Comitê de Investigação, Alexandre Klaus, citado pelas agências de notícias russas TASS e Interfax.

Dos hospitalizados, seis são considerados em estado "mediano" e quatro em estado "satisfatório", detalhou no Twitter a vice-governadora da cidade, Anna Mitianina.

Em um comunicado, o Comitê anunciou a abertura de uma investigação por "tentativa de homicídio".

Pouco depois, acrescentou que a explosão foi provocada por "um artefato explosivo artesanal com potência equivalente a 200 gramas de TNT". "A investigação considera todas as hipóteses possíveis", destacou.

As autoridades não descartam qualquer pista, mas, por ora, não abriram formalmente um procedimento de atentado terrorista.

Segundo uma jornalista da AFP no local, o estabelecimento não sofreu danos.

"Que horror! Logo quando as pessoas estão fazendo compras para as festas", lamentou Galina Gustova, de 58 anos.

- Retorno de extremistas? -

São Petersburgo sofreu um atentado no metrô que deixou 16 mortos e dezenas de feridos em 3 de abril deste ano. O ataque foi reivindicado por um grupo pouco conhecido ligado à rede Al Qaeda.

Em meados de dezembro, os serviços de segurança russos anunciaram o desmantelamento de uma célula do grupo extremista Estado Islâmico (EI) que pretendia cometer atentados no dia 16 em São Petersburgo, especificamente na catedral turística de Nossa Senhora de Kazán.

O presidente russo, Vladimir Putin, agradeceu ao líder americano, Donald Trump, pelas informações transmitidas pela CIA que impediram os ataques.

A Rússia foi ameaçada em diversas ocasiões pelo grupo EI e pelo braço sírio da Al-Qaeda desde o começo de sua intervenção militar na Síria, em 30 de setembro de 2015.

Depois que Putin anunciou, em meados deste mês, uma retirada parcial das tropas russas da Síria, os serviços de segurança disseram temer uma chegada de extremistas do país em guerra.

Quase 4.500 cidadãos russos foram ao exterior para combater "junto com os terroristas", indicou em meados de dezembro o diretor do FSB, os serviços de segurança russos, Alexander Bortnikov.

O responsável assinalou que em cinco anos foram julgadas na Rússia mais de 9.500 pessoas "por crimes relacionados com o terrorismo, ou o extremismo".

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AFP