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As exportações da América Latina vão subir 10% em 2017 após cinco anos de queda, em uma retomada atribuída à recuperação da região e ao dinamismo da demanda, especialmente da China

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As exportações da América Latina vão subir 10% em 2017 após cinco anos de queda, em uma retomada atribuída à recuperação da região e ao dinamismo da demanda, especialmente da China, avaliou nesta segunda-feira (30) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

"América Latina e Caribe vão deixar para trás, em 2017, meia década de quedas dos preços de sua cesta de exportação e um fraco aumento de volume exportado, alcançando um crescimento de 10% no valor de seus envios de bens ao exterior", indicou esse organismo da ONU com sede em Santiago.

Mesmo assim, a Cepal prevê um crescimento das importações de 7%.

Para 2018, o organismo estima que o crescimento da demanda externa e a expansão econômica da região vão gerar um aumento das exportações latino-americanas ainda maior que o deste ano.

Entre 2012 e 2016, as exportações e importações da América Latina diminuíram devido à queda da demanda mundial. Em 2016, a região registrou uma redução de 3,3% em suas vendas, enquanto as importações caíram 8,6%.

- Dinamismo maior -

O dinamismo maior da demanda agregada de alguns dos principais parceiros comerciais e a recuperação do crescimento na região, que em 2017 alcançaria 1,2% e, no próximo ano, 2,2%, após dois anos de recessão, explica a recuperação das exportações, segundo a Cepal.

Soma-se a isso o preço mais alto de vários produtos básicos de exportação e o desmantelamento de restrições tarifárias e não tarifárias em diversos países.

O valor dos envios à China - maior parceiro comercial da região - e ao resto da Ásia vai crescer 23% e 17%, respectivamente, seguidos por Estados Unidos (9%) e os próprios países da América Latina (10%).

Individualmente, as exportações do Brasil vão crescer 18%, do México, 9%, Argentina, 1,8%, Colômbia, 16,5%, Uruguai, 23,8%, Peru, 14%, Equador, 10,8%, Chile, 10,3%, Costa Rica, 9,3%, Honduras, 29,6%, Nicarágua, 23,5%, e Panamá, 1,3%.

Já a Venezuela, que em 2016 teve uma forte retração das exportações (25,4%), também vai aumentar suas vendas em 4,9% neste ano, apesar de sua crise política e econômica.

- Desafio urgente -

A Cepal alerta que a recuperação das exportações latino-americanas acontece em meio a uma "grande incerteza dos âmbitos macroeconômico, tecnológico e geopolítico a nível internacional".

Mesmo assim, a alta concentração de matérias-primas na cesta exportadora da região faz a Cepal alertar para o "desafio urgente" que os países têm para diversificar sua produção.

Para isso, o organismo propõe gerar condições propícias para processar aqueles produtos que se exportam quase de "forma bruta", mediante políticas industriais mais ativas, implementadas por meio de alianças entre os setores públicos e privados.

"O dinamismo exportador da região depende da execução de políticas públicas ativas a longo prazo. Estratégias público-privadas para promover o capital humano e o ecossistema digital, incentivar as exportações e a atração do investimento", alertou Alicia Bárcena, secretária-geral da Cepal, na apresentação do informe.

Além disso, a Cepal pede aos países da região para aumentarem o comércio de serviços, que têm alto valor agregado e intensivos no uso de tecnologias da informação e as comunicações.

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AFP