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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos (E), e o líder das Farc, Timochenko (C), trocam um aperto de mãos na presença do presidente cubano, Raúl Castro (D), em Havana, no dia 23 de junho de 2016

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Delegados dos partidos de esquerda que se encontram no Fórum de São Paulo, que ocorre em San Salvador, saudaram nesta quinta-feira a assinatura do cessar-fogo alcançado em Havana pelo governo da Colômbia e a guerrilha das Farc.

"O Fórum de São Paulo respalda o cessar-fogo na Colômbia, não nos manifestamos por estarmos dando prosseguimento nas atividades nos nossos países para apoiar o processo de paz na Colômbia", declarou o ex-comandante guerrilheiro guatemalteco Pablo Monsanto, agora dirigente do partido Convergencia.

Na abertura da sessão, preparatória dos debates da XXII edição do Fórum de São Paulo, os presentes celebraram de pé e com um longo aplauso o acordo assinado em Cuba pelo governo do presidente Juan Manuel Santos e os líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas).

Com o acordo do cessar-fogo na Colômbia, segundo Monsanto, os países como Guatemala que viveram processos de paz similares, estão dispostos a oferecer sua "experiência" para "garantir que os acordos se convertam em algo tangível em benefício das maiorias do povo colombiano".

Para o salvadorenho, Raúl Llarull, da 'Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional' (FMLN, ex-guerrilha no poder), com o fim do conflito armado na Colômbia o continente vive "um momento emotivo".

O Fórum de São Paulo, que acontecerá até domingo, reúne cerca de 400 delegados de aproximadamente 60 partidos do continente, e se realiza sob o lema "O poder popular na transformação econômica, social, política e cultural dos povos da América Latina e do Caribe".

AFP