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Microscópio em laboratório indiano em Bangalore, em 27 de julho de 2005

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Cientistas da Índia descobriram um par de fósseis de 1,6 bilhão de anos que parecem conter algas vermelhas, que podem ser a vida vegetal mais antiga já descoberta na Terra, de acordo com um estudo publicado na terça-feira.

Até agora, a alga vermelha mais antiga conhecida tinha 1,2 bilhão de anos, segundo o artigo publicado na revista científica PLOS Biology.

Os cientistas debatem quando a vida complexa começou na Terra, mas em geral concordam que os grandes organismos multicelulares se tornaram comuns há cerca de 600 milhões de anos.

Esta descoberta poderia levar especialistas a reescreverem a árvore da vida, disse o autor principal do estudo, Stefan Bengtson, professor emérito de paleozoologia no Museu Sueco de História Natural.

"A era da vida visível parece ter começado muito antes do que se pensava", afirmou.

Os fósseis encontrados não conservam DNA, mas o material se assemelha estruturalmente a algas vermelhas, incorporadas em estruturas fósseis de cianobactérias, chamadas estromatólitos, dentro de uma fosforita indiana de 1,6 bilhão de anos.

"Não podemos ter 100% de certeza no caso de um material tão antigo, pois não há DNA remanescente, mas as características correspondem à morfologia e à estrutura das algas vermelhas", disse Bengtson.

Os pesquisadores conseguiram olhar dentro da alga através da técnica de microscopia por tomografia de raios X, que proporciona imagens tridimensionais, e observaram em cada célula o que parecem ser partes de cloroplastos, as organelas dentro das células vegetais onde ocorre a fotossíntese.

Estruturas distintas no centro de cada parede celular também eram aparentes, e são típicas das algas vermelhas.

Os fósseis foram descobertos em rochas sedimentares em Chitrakoot, no centro da Índia.

Os primeiros vestígios da vida na Terra - na forma de organismos unicelulares - remontam a 3,5 bilhões de anos.

AFP