Navigation

FACTCHECK: Ex-procuradora-geral venezuelana Luisa Ortega não tem ordem de prisão na Colômbia

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. outubro 2020 - 00:06
(AFP)

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega, refugiada na Colômbia desde 2017 depois de romper com o governo de Nicolás Maduro, não possui mandado de prisão no país, esclareceu à AFP uma fonte do Ministério Público colombiano.

Diversas publicações compartilhadas nas redes sociais comentavam que o órgão havia ordenado a prisão de Ortega, depois de sua recusa a atender a três intimações de um processo judicial por calúnia.

Uma fonte do Ministério Público de Bogotá contou à AFP que a informação é falsa.

Desde o último ano houve uma denúncia contra Ortega, mas não houve desdobramentos recentes no caso, acrescentou.

A ex-funcionária foi demitida do cargo pela Assembleia Constituinte em 2017, após romper com o governo de Maduro.

Antes de fugir para Bogotá, onde atualmente reside, denunciou a violação da ordem constitucional na Venezuela.

Atualmente é reconhecida como procuradora-geral pelo chefe do Legislativo venezuelano, Juan Guaidó, que é reconhecido como presidente interino do país pelos Estados Unidos, Colômbia e cinquenta outros governos.

- Acusação sem prisão -

Ortega enfrenta um processo de calúnia na Colômbia, um crime "plausível" que não leva à prisão do acusado, segundo a fonte da promotoria que pediu para não ser identificada.

Por sua vez, Luisa Ortega ressaltou que não é verdade que haja um mandado de prisão contra ela.

No entanto, ao contrário do que alega o MP, Ortega garante que é falso que haja uma queixa por difamação contra ela.

"Não é verdade que na Colômbia haja alguma investigação contra mim em nenhuma promotoria, muito menos que me tenham convocado e que eu me recusei a comparecer e que por isso emitiram um mandado de prisão contra mim", declarou à AFP.

Mas a promotoria insistiu que a investigação é real e que havia três pedidos para que comparecesse perante a promotoria 63 da capital colombiana em outubro e dezembro de 2019.

No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre os dados do denunciante.

Ortega comentou que nunca foi notificada e que os documentos das citações que circulam nas redes sociais "mostram falsidade".

A fonte do Ministério Público insistiu que não há novidades nesse processo: "Acho que não vai acontecer nada por enquanto".

Quanto ao suposto mandado de prisão, "é simplesmente uma coisa [...] que veio da Venezuela, mas não temos nada do que está sendo falado" nas redes sociais.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.