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O ex-senador Pinto Molina pilotava uma aeronave de pequeno porte no sábado, quando caiu em Goiás

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O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, de 58 anos, asilado no Brasil após uma dramática fuga de seu país em 2013, faleceu nesta quarta-feira por consequência dos ferimentos que sofreu em um acidente aéreo no sábado.

De acordo com um comunicado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Roger Pinto Molina faleceu às 04H43 desta quarta-feira por conta de uma parada cardiorrespiratória, sem responder às manobras de reanimação. Por se tratar de um acidente aéreo, o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML).

Pinto Molina pilotava uma aeronave de pequeno porte no sábado, quando caiu em Goiás. Após ser resgatado, foi levado a um hospital em Brasília onde permanecia em condição crítica desde então.

Opositor ao governo do presidente boliviano, Evo Morales, o ex-senador se refugiou na embaixada brasileira em La Paz em maio de 2012, alegando ser vítima de perseguição política.

Depois de as autoridades se negarem a conceder-lhe salvo-conduto para deixar a Bolívia, Pinto Molina permaneceu 15 meses na sede diplomática brasileira em La Paz até ser auxiliado por um diplomata para fugir, em um incidente que causou polêmica nos dois países.

O ex-legislador denunciou que funcionários do governo de Morales estavam envolvidos em feitos de corrupção e tráfico, e foi acusado de malversar fundos públicos em seu país, onde foi declarado fugitivo da Justiça.

"Roger Pinto Molina recebera do governo brasileiro asilo diplomático e, a seguir, refúgio político em nosso território, onde residia desde 2013. Líder da oposição, denunciava no senado boliviano o crescimento da influência do narcotráfico", assinalou o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, em nota oficial.

"Morre hoje longe de sua terra, mas rodeado pelo respeito e pela estima que sua trajetória política e humana lhe garantiram", acrescentou.

O falecido político boliviano era sogro do piloto do avião em que viajava o time da Chapecoense, que caiu na Colômbia em novembro, deixando um balanço de 71 mortos.

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AFP